Destralhando um guarda-roupa infantil: como eu faço para manter apenas o essencial

Inspiração para guardar as roupinhas de uma maneira diferente. Assim, elas participam da decoração do ambiente! Não é uma fofura? <3

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Crianças crescem muito rapidamente. Em um momento todas as roupinhas com etiqueta RN estão largas, e num piscar de olhos, você já precisa fazer uma reposição de roupas. Se pretende ter mais filhos é provável que queira guardar algumas das roupas em bom estado. De qualquer forma é bom tirar essas roupas de circulação. Guardá-las em caixas, para não causar confusão. Dessa forma terá uma ideia da quantidade de peças que restou para a criança atual, assim terá uma noção da quantidade de roupas que precisará repor.

Por experiência própria, a cada reposição, eu me sinto mais expert em organizar as gavetas da cômoda do meu filho. Fico atenta para não preencher todos os espaços vagos, e  quando as gavetas parecerem cheias demais eu sei que é hora de fazer um destralhe. Algumas mães podem achar bom ter roupas extras para “o caso de”. Porque talvez chova hoje, ou talvez a criança precise trocar de roupa 3 vezes ao dia porque insiste em brincar na lama. Mas precisamos ser realistas, há um número que mesmo nesses dias agitados, não é possível ultrapassar. Por mais bagunceira que a criança seja, se você lava as roupas mais do que uma vez por semana porque precisaria, por exemplo, de 20 blusas de manga curta? E será que ela realmente usa todas as blusas que têm (regatas, blusas de manga curta e manga comprida), ou as peças no fundo da gaveta estão sendo esquecidas?

De meses em meses eu dou uma boa olhada nas duas gavetas de roupas do meu filho e é dessa forma que decido o que manter, o que doar/vender, e o que jogar fora:

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foto: out/2018. Da esquerda para direita: regatas, manga curta e comprida, shorts.

1. Separo por categorias:

Tiro todas as roupas da gaveta e junto às pecas da mesma categoria em pequenas pilhas. Assim dá para ter uma noção do que tem de mais e o que está faltando.

2. Está em bom estado? Dá para consertar?

Eu não gosto de vestir roupas rasgadas, furadas, manchadas, então porque meu filho gostaria? Não acho que ele se importe de todo jeito. Poucas foram as roupas manchadas que um balde com água e sabão não conseguiram salvar. Se aparece um furinho na roupa e dá para consertar, eu costuro. Se não tem jeito de tirar uma mancha, eu mantenho como “roupa de ficar em casa” até não caber mais, mas se eu vejo que ele pode se virar bem sem aquela peça específica eu simplesmente desapego.

3. Ainda cabe?

Por motivos de: crescer rápido demais, eu sempre compro roupas que ele poderá usar por mais de um ano. Assim eu não preciso comprar roupas com tanta frequência. Na verdade nem lembro qual foi a última peça que comprei. De qualquer forma, minha mãe sempre compra roupa para ele, e imagino que todas serão usadas por bem mais que um ano.

4. É confortável?

Para mim conforto é muito mais importante que beleza. Então eu despenso roupas com tecidos duros e com nenhuma elasticidade. Já comprei peças apenas por serem bonitas pela internet ou para certa ocasião, e por não serem muito confortáveis foram usadas pouquíssimas vezes, ou nunca.

E como diz Nathalia Arcuri: Roupa parada no armário, é dinheiro jogado no lixo.

Então tenho dado mais valor ao meu dinheiro e preferido as peças 100% algodão.

5. Doar/Vender ou jogar no lixo?

Exemplos:

As roupas em bom estado mas que talvez tenham pequenos defeitos podem ser doadas. Doadas para um conhecido, para um desconhecido em um grupo de desapego ou em uma instituição de caridade.

As roupas em ótimo estado que não cabem ou não são confortáveis podem ser doadas ou vendidas. Vendidas em grupos de desapego, brechós ou sites na internet como OLX e enjoei. Eu tenho usado bastante a ferramenta marketplace do Facebook, para ganhar uma graninha com os desapegos do meu filho (incluindo sapatos e outros itens de enxoval do bebê que não uso mais).

E as roupas que não tem jeito em tese iriam para o lixo. Mas isso nunca aconteceu, pois sempre arrumei um jeito rs.

6. Agora é só guardar o que restou e apreciar os espaços de sobra!

De vez em quando eu tenho uma falsa impressão de que agora ele não vai ter quase nada para vestir. As vezes isso acontece porque realmente ele cresceu bastante nesse ultimo ano, em outras vezes é só por costume de ver a gaveta quase sempre cheia.

Se realmente preciso repor alguma peça, anoto em uma lista para comprar quando surgir uma promoção no site da Renner ou Riachuello (essas são as fast-fashion que eu mais compro roupas, acho que tem um ótimo custo x beneficio, já que a maioria das peças que ele tem são usadas por volta de uns 2 anos seguidos). E pronto.

Destralhe concluído com sucesso!

– Mallu

Por que o Armário Capsula não funciona para mim

“Armário-cápsula é uma técnica que consiste em escolher uma quantidade limitada de peças para vestir durante um tempo determinado, sem comprar nada novo, apenas criando combinações com as peças existentes.”

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A ideia é atraente, mas depois de muito pesquisar e ver alguns videos sobre o assunto eu constatei que essa coisa de Capsule Wardrobe não é para mim. Por quê?

Uma resposta sem rodeios seria porque basicamente

  •  1. Meu armário já é uma capsula. (ou talvez eu devesse dizer que tenho um armário capsula não proposital.)

Mas esse não é o único motivo.

  • 2. Moro no Rio de Janeiro, uma cidade onde hoje faz 34º com sensação térmica de estar no inferno, mas amanhã chove para cacete e faz 19º. O clima é incerto demais para ter certeza que eu conseguiria usar todas as peças que eu escolhesse para a tal capsula.
  • 3. Não gosto da ideia de estar “esquecendo” alguma coisa. Por isso mesmo que deixo todas as minhas roupas a vista, enfileiradas nas gavetas ou penduradas em cabides. Nada de caixas. Tudo fica exposto, para que eu consiga saber exatamente tudo que eu tenho.
  • 4. E acho que se eu conseguisse não usar algo por tanto tempo (3 meses é o tempo médio de cada capsula, pois leva em conta cada estação do ano), provavelmente constataria que aquela peça não era tão importante para mim, e pensaria em desapegar dela. (Talvez esse seja um dos objetivos da capsula??)
  • 5. Eu já uso tudo que eu tenho. Desde 2016, quando li o livro “A mágica da Arrumação”, da Marie Kondo, não separo mais minhas roupas por “de sair” e “de ficar em casa”. Uso quase todas as roupas que estão a minha disposição em qualquer hora e lugar, com exceção de 2 vestidos longos que só usei em festas a noite. Mas estou pensando em começar a usá-los casualmente. Pois se for para esperar a próxima festa chique, é capaz dos vestidos nunca mais serem usados rs.
  • 6. Eu não teria onde guardar as peças que não poderia usar (e acabaria resgatando-as uma hora ou outra rs).

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Esses são os principais motivos que eu consigo me lembrar para não ter tentado fazer um armário capsula. O que eu quero deixar claro é que: Não tenho nada contra quem faz, apenas não funciona para mim. Acho que faz muito mais sentido para quem tem uma quantidade consideravelmente grande de roupas, porque dessa forma a pessoa consegue realmente usar todas as peças que têm (mesmo que leve meses para conseguir usar tudo). Ou até mesmo para quem está em busca de auto-conhecimento, sobre seu estilo.

Eu tenho poucas roupas, mas como todas são básicas, peças curingas, caem superbem com qualquer outra. Se repito roupa é porque eu quis usar aquilo, de novo e de novo, mas sempre com combinações diferentes. Gosto de acordar e poder vestir qualquer uma das peças do meu armário, que até pode parecer uma capsula, mas uma capsula sem qualquer tipo de restrições.

Qual sua opinião e experiência sobre armário capsula? Já teve algum? Faria ou também não é para você?

Beijos, Mallu

Compro uma roupa, desapego de outra

Praticando o desapego e mantendo a ordem no guarda-roupas

Um dos “segredos” para ter um guarda roupas minimalista (que significa ter peças que realmente usamos e gostamos, e não apenas um armário monocromático) é aprender a praticar o desapego casualmente. Por que de nada adianta fazer aquele super destralhe no final do ano, e continuar acumulando todos os dias seguintes.

Quando eu comecei meu processo de destralhe do guarda roupas eu me livrei de bastante coisa. Mas mantive muitas outras peças pelo fato de não ter nenhuma para substituir, no caso de eu precisar dela. E nessa de “um dia talvez eu precise”, fiquei com algumas peças  encalhadas no armário. Por exemplo, uma jaqueta rosa que um dia foi da minha mãe.

Hoje a jaqueta está desbotada e manchada, mas como eu não tinha outra jaqueta, decidi manter  a rosa, apesar de já fazer mais de dois anos que não a uso. Já pensei em tingi-la, mas nunca que arrumo tempo ou separo dinheiro para fazer isso. Eu poderia ter me desapegado há tempos dela, mas só agora que finalmente comprei uma nova que a coragem de manda-la embora apareceu.

Nesse mês de Março (e pela primeira vez no ano) comprei roupas novas. A jaqueta azul e o short preto já faziam parte do plano, e agora eu posso riscá-los da minha wishlist 2018. Apesar de não fazer parte da lista, a regata preta é um item que eu realmente estava precisando, e pretendo comprar mais regatas em cores diferentes, pois as poucas que tenho já estão esgarçadas e manchadas. (Atualização Agosto 2018: nao comprei outras regatas, pois ganhei duas da minha mãe. E percebi que nao preciso de mais que isso. As velhas foram há meses para o lixo, infelizmente estavam horríveis demais para serem doadas.) Já a camisa xadrez e a blusa de manga curta da Grifinória foram meus achados (paguei R$30 e R$15 nelas, respectivamente). Confesso que essas duas últimas foram compras impulsivas. A blusa da Grifinória era a única na loja e eu pensei “meu deus do céu preciso dessa blusa na minha gaveta”, MAS não me arrependo da aquisição. 1º. porque são lindas; 2º. porque agora não preciso mais pegar a camisa xadrez emprestada do boy.

COMPREI:

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E com essas compras, percebi que minha gaveta de blusas já estava ficando sem espaço e que todos os cabides já estavam ocupados. Meu instinto compulsivo dizia para eu comprar mais cabides e pensar em um novo tipo de dobra para compactar as blusas e conseguir milagrosamente mais espaço na gaveta. Mas eu sabia que já ta na hora de desapegar! Principalmente da jaqueta rosa, que enfeitava o cabideiro para o caso de “um dia eu precisar”, apesar de eu saber que nunca precisaria. Mas acho que o fato de ter sido da minha mãe foi o verdadeiro motivo de eu ter ficado com ela encalhada por tanto tempo. 

DESAPEGUEI:

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A regata, de tanto já ter usado, já estava larga demais. O body, que já foi de outra pessoa, apesar de já ter usado bastante, é apertado demais, e eu cansei de sufocar meu corpo. A camisa xadrez, que também já teve outra dona, só usei uma única vez, em 2015. PS: tbm me desfiz de uma calça leagging preta, mas esqueci de fotografar.

Quando compramos algo, e nos permitimos desapegar de outra coisa, conseguimos manter o equilíbrio. Dessa forma, o espaço não fica abarrotado de roupas, ou/e você nem sente como se “um dia” fosse precisar da peça que precisa dizer adeus.

É claro que pode chegar um momento em que você não queira se desfazer de nada. Por exemplo, apesar de eu ter comprado um short novo, estou satisfeita com todas os outros shorts que eu já tenho. E não tem nenhum problema nisso, contanto que ame e use todas as roupas que estão no seu armário. Já a calça leagging que me desfiz, apesar de não ter ainda uma substituta, já não me servia mais, pois estava totalmente gasta e velha. Se eu já não usava mesmo, não preciso esperar comprar outra nova para me desapegar da antiga.

Comprei 5 peças de roupa nova, sem precisar comprar nenhum cabide a mais. Pois me desfiz de 5 peças de roupa antigas, que ou eu não usava faz um tempo, ou eu não pretendia usar nunca mais.

E é tão bom ver a energia fluir. Roupa foi feita para ser usada. Se for para ficar no fundo da gaveta pegando pó, é melhor desapegar! 

Beijos, Mallu

4 dicas para manter o guarda-roupas sempre arrumadinho

Cabides iguais

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Ter um cabide padrão facilita muitíssimo na hora de procurar o que vestir. A intenção é poder enxergar todas as peças em uma só olhada. Com cabides diferentes, principalmente se for um de cada cor, nós acabamos ficando um pouco confusos em um primeiro momento, devido ao excesso de informação.

Os meus cabides, por exemplo, são todos de acrílico transparente. Por mais colorido que seu guarda roupas seja, ter um cabide padrão faz com que sua atenção seja direcionada apenas para as peças de roupas. Além de deixar o  visual do guarda-roupas bem clean.

Separar por cores

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Funciona melhor para quem assim como eu, acorda querendo vestir “preto”. Para quem prefere selecionar por modelos de roupa, ficaria mais fácil separar por sub categorias. Ex: regatas, manga curta, manga longa. Como a maioria das minhas blusas são de manga curta, separar por cores facilita demais. E claro, fica bem bonitinho esteticamente.

Padronizar uma dobra

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Eu gosto de empilhar todas as minhas roupas (exceto casacos, que ficam pendurados). Dobro conforme o tecido permite, mas uso a mesma técnica para todas as categorias.

Tirou, guardou

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Antes de sair para algum lugar, eu tinha a mania de tirar várias roupas da gaveta para experimentar. E aí quando escolhia alguma, batia aquela preguiça de dobrar todas as outras para guardar. E eu te digo uma coisa: Se a gente não guarda na hora (pera, vamos dar um prazo de até o fim da noite) as chances da nossa gaveta, prateleira, cabideiro, virar uma zona de bagunça interminável são grandes. Por isso sempre que tirar algo do lugar e decidir não usar, devolva a peça ao seu devido lugar! Sem falar que é bem melhor guardar tudo antes de sair, do que ter que arrumar tudo quando chegar. A preguiça pode bater forte, principalmente se a bagunça for grande. Então sempre que eu tiro algo, eu tenho o dever de devolvê-lo ao seu lugar até o fim da noite, mas costumo arrumar tudo antes de sair, para evitar que a preguiça me pegue de jeito na volta.

Essas são as 4 principais formas que eu encontrei para manter o meu guarda-roupas sempre arrumadinho. E você, tem alguma outra dica infalível? Compartilha comigo!

Beijos, Mallu

Minha coleção de sapatos minimalista

 

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Sabe aquela obsessão que os filmes/séries/sites dizem que as mulheres têm por sapatos? Então, definitivamente eu estou livre disso.

Para mim, destralhar sempre foi algo natural. Quando comprava um par novinho de sapatos, eu instintivamente já dava uma olhada em todos os meus pares antigos. E se um sapato não cabia mais no meu pé, não fazia mais meu estilo, ou estava gasto demais, eu simplesmente doava ou descartava.

Mas é claro que já comprei sapatos por impulso. Apesar de não ser a louca da promoção, tento sempre garimpar coisas legais por um precinho bacana. E nessas eu já me arrependi horrores, comprei pares de sapatos nada haver comigo/que machucavam demais os pés só pelo fato de estarem baratinhos. Mas desde que conheci o minimalismo, tenho pensado muito mais antes de comprar por impulso.

Acho que eu nunca tive mais que 10 pares de sapato de uma vez só. Na verdade, 10 é até demais para a minha rotina atual. Até mesmo antigamente, o meu único compromisso diário era ir para o colégio, então eu não precisava de nada além do que um tênis. Mas eu revezava meu tênis all star branco, com um oxford marrom, e um slipper. Todos já foram doados ou estragaram. Ganhei meu primeiro salto alto preto aos 15 anos, para usar na minha festa. E não me lembro de tê-lo usado mais do que 3 vezes depois disso. Se tem uma coisa que não combina comigo é SALTO ALTO. Não sei andar, e acho totalmente desconfortável. Então ano passado eu me desfiz do único e enorme salto alto que eu tinha.

Scarpin de Salto baixo

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Scarpin Vizzano, salto baixo.

Só que no começo desse ano fomos convidados para uma festa de quinze anos, e como era tudo bem formal, eu achei que era necessário adquirir um salto novamente, mas dessa vez com pouquíssimos centímetros. Não achei nenhum que gostasse por perto de casa, então minha mãe, já sabendo da minha “caça ao salto perfeito”, se adiantou e me presenteou com o par lindíssimo acima. Com tiras para ajustar a largura, e com apenas 4 centimetros de salto. Por enquanto só usei uma vez, mas definitivamente não pretendo me desfazer dele.

Tênis

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Tênis Beira Rio. Pesquisei no Google e descobri que esse modelo é chamado de Enfermagem. Caramba, deu até uma vontade de assistir Grey’s Anatomy agora rs

O tênis de enfermagem é o que eu mais uso. Eu tinha um de modelo parecido, na cor cinza e rosa. Mas o material era diferente, era pano. Furou mês passado, de um jeito que dava para ver meu dedão do pé, então foi para o lixo. Mas o preto é bem mais resistente. Também pretendo usá-lo até não poder mais rs

Oxford

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Oxford Moleca em verniz.

Faz tempo que eu não usava um Oxford. É o meu sapato mais novo. É super macio, meus pezinhos se sentem nas nuvens. E eu acho Oxfords lindos!

Rasteirinha

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Modelo igual da Melissa Flox, só que não é Melissa.

Essa rasteirinha machucava meus dedos na parte da frente, mas eu não queria me desfazer dela. Como ela é toda de plástico, resolvi cortar a parte da frente da tira central. Problema resolvido. Apesar disso, é o sapato que eu menos uso, pois prefiro sapatos fechados, que são mil vezes mais confortáveis. E eu não gosto muito dos meus pés.

Chinelo

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O chinelo mais estiloso  que eu já tive na vida

E por último, mas não menos importante, meu chinelo lindo do Star Wars, que achei na  sessão masculina de uma chinelaria. Calço 35/36, mas esse chinelo aí teve que ser 37-38, parece que os calçados masculinos tem a forma menor que os femininos.

Todos os meus sapatos são pretos (menos o chinelo). Não porque para ser minimalista tem que usar preto, porque não tem! Mas porque eu gosto dessa cor.

Para a rotina que tenho hoje, 5 é um ótimo número!. O legal é que consigo criar looks variados, despojados, clássicos e elegantes com os poucos sapatos que tenho.

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Sei que não vou manter esse número travado por muito tempo, pois eu pretendo adquirir uma nova bota (a minha antiga simplesmente desmanchou) e quem sabe um mocassim. De qualquer forma duvido que algum dia o número fique tão acima disso. Pois não compro sapatos porque estão na moda. Compro apenas se eu realmente estiver precisando de um novo par. E sempre pensando muito no conforto, que para mim é essencial!

– Mallu

Guarda-roupas minimalista: Os tais itens essenciais

Por favor, pare e analise bem essa listinha abaixo:

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Você, mulher, tem todos os itens da lista? E você com certeza já deve saber que não precisa ter. Não é mesmo?

Quando eu era iniciante nessa jornada minimalista, eu adorava pesquisar essas listas.” Itens essenciais no guarda-roupas”.  Um dia me deparei com essa lista acima e reparei que eu não tinha metade dos itens ditados como essenciais. Por que eu não tinha uma Skinny colorida, uma bota de montaria nem um colete de pele fake? Parei, refleti.  Essas coisas simplesmente não tinham NADA haver comigo.

Como se alguém pudesse dizer o que é, e o que não é necessário no seu armário.

Enquanto que uma calça jeans preta é essencial para mim, pode não fazer nenhuma diferença no seu guarda-roupas.

Só a gente sabe o que combina com a gente, do que gostamos. Procurar por listinhas como essa só fazem a gente ficar mais perdida. Nos faz perder tempo e dinheiro a toa, com coisas que nem sequer passavam pela nossa cabeça.

Agora sempre que penso em comprar algo, eu me questiono sobre a importância de tal coisa. Perguntas como: “Isso é realmente necessário?”, ” Eu vou usar mais de uma vez?”, “Isso combina comigo?”, muitas vezes salvam nossos bolsos e não nos deixam cair em tentação.

Eu acho muito importante parar e refletir.

As vezes me vejo colocando no carrinho roupas da moda, ou que estão em promoção no site.  Errar faz parte do aprendizado. Eu sei que ainda vou gastar dinheiro com coisas que não preciso. É mesmo complicado remar contra a maré. Mas quando descobrimos os benefícios que viver com menos causa em nossas vidas, não faz sentido querer dar meia volta.

E eu tenho me esforçado bastante para controlar meus impulsos. Sempre paro e reflito. E afinal, será que alguém realmente precisa de 50 itens “essenciais” no guarda-roupas?

Eu com certeza consigo me virar muito bem sem uma skinny colorida.

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Meu namorado é um minimalista

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Pensando pelo ditado “menos é mais”, meu namorado seria um minimalista nato. Ele nasceu para essa coisa de viver com menos, e ter apenas o essencial. Uma vez perguntei se ele sabia o que era o minimalismo, e ele respondeu que não fazia ideia.
Acho até engraçado, sabe. Eu precisei ler um livro (A mágica da arrumação) para conseguir desapegar dos meus excessos e chegar ao nível “minimalístico” que me encontro hoje. Já ele, sempre pensou dessa forma.
Sei que na maioria das vezes os meninos tem bem menos coisas que as meninas, mas eu conheço algumas excessões, então não sabia bem o que esperar. Na verdade eu nunca tinha parado para pensar a respeito até morarmos juntos.
Quando vim morar com ele, ele separou um espaço na cômoda dele para minhas roupas. Mas nós precisamos trazer o meu guarda roupas para cá, para caber tudo.
Depois de ter diminuído satisfatoriamente a quantidade de coisas que eu tinha, percebi que ainda continuava com mais coisas que ele. Mas tudo bem Mallu, isso não é uma competição de quem tem menos. Cada pessoa sabe o que e quanto é essencial para ela.
Hoje, o guarda roupas de 2 portas é suficiente para nós dois.
E agora eu enxergo o tanto de gente que tem muito mais que nós, e mesmo assim continuam reclamando que não tem nada. Nada para vestir, com um armário cheio de roupas. Nada para calçar, com uma coleção de sapatos novinhos. Ah se eles soubessem como é bom conseguir pegar uma blusa no armário sem precisar tirar outra de cima (e depois tirar tudo para escolher o que combina com a parte de baixo). Ou se soubessem como é bom conseguir se vestir/e gostar do que está vestindo em segundos.
Ah se todos soubessem como é bom ter apenas o essencial…
Sorte minha meu parceiro ser tão desapegado com bens materiais, não tenho ideia de como seria complicado se ele fosse um colecionador de objetos (lê-se acumulador).
Ter um namorado minimalista (apesar dele não se denominar dessa forma) só tem me ajudado a continuar firme nessa longa jornada que é viver com menos.

Como organizo meu guarda-roupas

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Imagem: meu guarda-roupas

Eu sempre gostei de organizar meu armário. Quando eu era mais nova, algumas vezes ao ano eu e minha mãe tirávamos todas as nossas roupas do armário, jogávamos em cima da cama, e escolhíamos quais peça ficavam e quais saíam. As peças que não queríamos eram doadas para a igreja em que a tia da minha mãe frequenta.

Desde então tenho feito da organização um hobby, e não um trabalho que “tem que” ser feito. Porque eu gosto de deixar as coisas arrumadas. Gosto de dar um lugar certo para cada objeto habitar. Desse jeito fica muito mais fácil encontrá-los, e dificilmente eu perco algo de vista.

Uma das coisas que pegamos e usamos mais vezes são nossas roupas, por isso nossos guarda-roupas podem ficar bagunçados com mais frequência. Eu tinha a mania de empilhar as roupas, blusa em cima de blusa. Além de não dar uma boa visibilidade, era difícil tirar a peça que eu queria sem bagunçar outra. Depois de ler o livro “A mágica da arrumação”, comecei a enfileirar todas as minhas roupas.

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Imagem: gaveta de blusas

Antes eu separava minhas roupas de “sair” das de “ficar em casa”. Com isso acabava ficando muito tempo sem usar determinada peça, pois não saía (para festas) com muita frequência. Agora separo por tipo, como blusas, shorts, calças, e vestidos. Ficou mais organizado, cada tipo de roupa ganhou seu próprio cantinho, e consigo usar todas as roupas que tenho muito mais vezes.

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Método básico de como dobrar roupas. Ilustração retirada do livro Sparkle Joy, Marie Kondo.

No final do ano passado fiz uma super limpa no guarda roupa. Percebi que muitas roupas estavam ali apenas enfeitando a gaveta, e outras nem faziam mais meu estilo. As peças em bom estado foram doadas, já as manchadas ou com algum defeito foram para o lixo mesmo. Nunca doe ou presenteie alguém com algo que não gostaria de receber.

Este ano estou refazendo meu armário, e apenas comprando o necessário.