ENXOVAL DO BEBÊ COM APENAS 16 ITENS!

Em 2017 fiz um post sobre o enxoval minimalista que “montei” para o meu filho, que você pode conferir aqui. Como eu ganhei muitas coisas, tanto usadas quanto novas, tentei usar tudo. Também comprei e pedi algumas coisas, que logo me arrependi, que você pode conferir aqui. E levando em consideração a experiencia que tive ao longo de mais de dois anos, eu teria feito muita coisa diferente. Não teria gastado dinheiro em itens dispensáveis, e teria sim dispensado certos presentes.

Sem mais delongas, abaixo você confere a lista do enxoval bem enxuto que eu consideraria ideal:

1. Body

de sete a dez unidades

2. Calça

de sete a dez unidades

3. Macacão

de sete a dez unidades

4. Meias

Seis unidades (são facílimas de lavar, rápidas de secar, e usei também como luva nas primeiras semanas.)

5. Touca

uma só.

6. Mantas

Uma quentinha e outra leve.

7. Pano de boca

de sete a dez

8. Toalha de banho de “adulto”

duas toalhas grandes (pois foi desperdício de dinheiro comprar toalhas pequenas só para ter que trocar por maiores quando a criança cresceu)

9. Banheira

Colocava no chão do box do banheiro mesmo.

10. Sabonete líquido 2 em 1

custo x benefício. Um produto, duas utilidades.

11. Tesoura sem ponta

12. Fralda

Só usei descartável. E te aconselho a fazer um chá de fralda 😉

13. Pomada de tratamento

Se puder dispensar isso, dispense. Falei sobre isso aqui. Infelizmente eu preciso desse item. Compro uma pomada por vez.

14. Trocador portátil

Trocava em cima da cama, e levava para passeios.

15. Carrinho de passeio

Esse item usamos desde os 2 meses do meu filho até hoje. Já serviu muitas vezes de “cama” em festas e na casa de familiares.

16. Mochila

Uma mochila bem resistente e cheia de compartimentos, que até hoje eu levo para cima e para baixo (antes muito usada para a consulta ao pediatra,  hoje também usada para carregar as compras que faço no mercado 😉

 

Alguns podem achar que eu esqueci de mencionar alguns itens, mas não é esse o caso.

Ganhei mas dispensei o berço, pois fiz cama compartilhada. Peguei emprestado o bebe conforto da minha cunhada, mas só usei para deixar meu filho seguro enquanto tinha que fazer alguma coisa, não pagaria por um pois não tenho carro. Eu até fiquei tentada em listar um Sling, que com certeza é um item indispensável para muitas famílias, mas como nunca usei um não posso ter certeza se seria essencial para mim.

O legal do minimalismo é que com o tempo cada pessoa vai descobrir os seus essenciais, o que faz sentido para ela de acordo com seu estilo de vida.

Mas se eu tivesse a oportunidade de vivenciar tudo outra vez, começaria desse jeito aí. E tenho certeza de que não precisaria de muito mais do que isso ao longo do tempo.

-Mallu

Não deixe os brinquedos dominarem a sua casa!

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Se você tem filhos pequenos, provavelmente também deve se perguntar vez ou outra como seus brinquedos conseguem se multiplicar tão rápido? Em um dia, a criança têm 5 brinquedos, no outro, os brinquedos se reproduziram assexualmente e estão dominando o chão do quarto!

Há um ano atrás eu separei a última gaveta da cômoda dele para guardar apenas brinquedos. Mas semana passada eu percebi que não só a gaveta estava lotada, como também havia brinquedos em uma caixa no “maleiro” do meu armário, e duas caixas de papelão esquecidas no baú da cama.

Apesar dos brinquedos não dominarem o meu chão  a maior parte do tempo, porque antes dos 2 anos eu ensinei meu filho a guardá-los em seus devidos lugares (nem sempre quer guardar, mas fica tudo sob controle kk), seus brinquedos já estavam ocupando mais do que o espaço previsto para isso.

E agora vai uma confissão de mãe: Alguns dos brinquedos ele ainda tinha porque eu não conseguia desapegar deles.

Então nessa semana selecionei os brinquedos menos ou nunca usados e perguntei ao meu filho se ele gostaria de doar certos brinquedos para o bebê (que não é nenhum bebê especifico) que não tem brinquedo algum. Depois de alguns sim e não, enchi uma sacola de supermercado. Os brinquedos que ele não brinca mais serão doados para a igreja da tia da minha mãe.

Se seu filho tem uma pilha de brinquedos que não brinca, mas insiste em manter todos, você tem duas opções:
  1. Se desfazer das coisas enquanto ele não estiver olhando .
  2. Incluir a criança no destralhe.

Quando a criança é pequena, a primeira opção é a mais lógica. Os pais decidem o que manter e o que doar. Brinquedos raramente usados não fazem falta, principalmente para crianças muito pequenas.

A partir dos 2 anos fica mais fácil saber quais brinquedos são os preferidos da criança. E talvez até a própria criança consiga dizer isso claramente. Então é legal contar com a participação dela nessa tarefa. Pode ser um desafio, sim. Para delimitar a quantidade de itens para manter você pode pegar uma caixa, um baú, etc, e dizer a criança que ela só poderá ficar com os brinquedos que couberem ali dentro. Se a caixa transbordar, é hora de doar algo.

Pode ser que na hora a criança não queira se desfazer de nada. Mas converse, explique que ela não precisa de tanto. Que os brinquedos que ela não brinca podem fazer outras crianças felizes, crianças que não tem nada para brincar. Eu aposto que você vai se surpreender com a generosidade do seu pequeno.

-Mallu

12 itens que você não precisa ter no Enxoval do Bebê

Imagem relacionada

Percebi que algumas listas de “não pode faltar!” são extremamente extensas, e eu fico me perguntando qual deve ser o tamanho da casa dessas pessoas, porque com certeza com a quantidade de itens listados não daria para guardar/esconder tudo em cima do armário ou embaixo da cama.

Lembrete: O post não é uma crítica às mães que compram esses itens. Você tem todo o direito de comprar o que quiser, porém é sempre bom lembrar a diferença entre querer e precisar. E cada vez mais temos confundido o significado dessas duas palavras,  tudo culpa dessa nossa sociedade consumista. Que faz com que  blogs, sites e revistas estejam sempre tentando nos fazer crer que precisamos de algo a mais para completar e facilitar a vida com um bebê (e até sem ele). Que temos que comprar tudo para o caso de precisar um dia. Não acredite em posts que dizem que você “TEM QUE”. Na maioria das vezes você e seu bebê conseguem muito bem se virar sem o tal produto.

Então listei abaixo as coisas desnecessárias mais “normais” das pessoas acharem que precisam, mas que eu acho dispensáveis. 

 

1.Saída maternidade

Saída de Maternidade Tranças Marinho
Macacãozinho básico por apenas 159 reais (detalhe: está na promoção) Imagem:lilibee.com.br

Ô coisa cara! E serve que mesmo? Para sair da maternidade e ir para casa. ATA. Essencial eles dizem, né?

 

2.Conjunto de Malas/Bolsas maternidade

O Conjunto de Bolsas Maternidade Lollipop Cinza Hug é incrível! Essas bolsas de maternidade com listras ficam incríveis com qualquer look da mamãe, para ir à maternidade, ou nos passeios com o pequeno! Cada tamanho e formato é ideal para uma ocasião, não fique sem a sua!

Esse tipo de produto é vendido normalmente em dupla, ou trio, porém como você pode ver na imagem acima, em algum lugar do mundo uma mãe PRECISA de 5 bolsas diferentes para carregar as parafernalhas da criança (se for uma mãe de óctuplos, me desculpe, você tem todo o “direito” a esse kit rs).

Para contrariar todas as listas de enxoval que eu li, eu não comprei uma bolsa maternidade com o nome do meu filho escrito em azul (tudo bem se você comprou, cada um tem um gosto diferente, e assim a vida segue). Para a maternidade levei 2 bolsas, uma que minha mãe emprestou e outra que a própria maternidade deu (do programa Cegonha Carioca). Para o dia a dia, comprei uma mochila de “couro” marrom cheia de compartimentos. Uso a mochila desde sempre. Levo-a tanto para o pediatra, quanto para festas. Acho que combina muito mais conosco, fica bem com qualquer look (tanto meu, quanto do meu namorado). E meus ombros agradecem, já que dá para equilibrar o peso.

 

3.Kit higiene completo personalizado

Lindo kit higiene para deixar o quarto da sua bebê mais encantador!  O kit contem:  Bandeja  3potes(PMG)  Porta fraldas  Lixeira  Abajur    Kit pintado com tinta esmalte acetinado e decorado com tecido 100% algodão e renda!    Kit feito com muito carinho e dedicação para deixar o quartinho da sua...

Bonito? Sim. Extremamente necessário? Não.

4.Conjunto Manicure

Kit Manicure infantil  com Estojo. O kit manicure infantil com estojo da Baby é ideal para a mamãe cuidar das unhas delicadas do bebê. Este Kit possui pontas arredondadas que oferecem segurança e firmeza e um estojo com design moderno

O legal do kit é que você pode testar qual item você e seu bebê se dão melhor. E normalmente sai mais barato comprar em conjunto, do que se for comprar um por um. Mas se preferir apenas um item, dispense o kit, e compre apenas O item. No meu caso, comprei apenas uma tesourinha de ponta arredondada, e em dois anos não senti falta de lixa nem de cortador.

 

5.Termômetro de banheira

Termometro de banheira para seu bebê

Põem a mão ou o cotovelo na água. Se a temperatura estiver muito quente você vai saber, tenho certeza.

 

6.Aquecedor de mamadeira

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Por aqui não usamos mamadeira então o item foi automaticamente descartado da lista. Se seu bebê usa mamadeira e você tem medo de sair para algum lugar e não ter onde esquentá-la aqui vai uma dica: comece a oferecer na temperatura natural. Assim nunca mais vai precisar se preocupar se o liquido está quente ou frio demais.

 

7.Aquecedor de lenço umedecido

Mark Zuckerberg publica foto trocando a fralda da pequena Max

Apesar de eu achar totalmente desnecessário, parece que o criador do Facebook precisa desse item. Cada um com sua opinião né.

 

8.Talco, Colonia, Loção Hidratante

Há muitas outras maneiras de usar o talco, além do cuidado com a pele dos bebês. O produto pode facilitar a limpeza e a organização da casa. Você vai se surpreender!

Tudo isso pode ser substituído por: não usar absolutamente nada. Tem coisa mais cheirosa que a pele do próprio bebê? Eu acho que não. E muitas desses produtos nem são indicados para menores de 6 meses. Ou seja, se quiser mesmo usar isso no bebê, pode esperar para comprar quando ele puder usar.

 

9. Muitas caixas de cotonete para limpar o ouvido

Eu não me dou bem com cotonetes, sempre acabava surda por horas por ter sem querer empurrado a cera, ao invés de “puxá-la” rs. Então preferi não arriscar com meu filho. Limpo o ouvido dele depois do banho, com uma pequena parte da toalha úmida. E fica Ok! Quando estava grávida comprei um pacote de cotonetes, usei para higienizar o umbigo dele nos primeiros dias de vida. Depois usamos para limpar qualquer coisa, principalmente partes pequenas de produtos eletrônicos. Mas quando o pacote acabou não compramos outro. Menos um item para se preocupar, não é mesmo?

 

10.Sapatos para bebês que nem começaram a tentar andar

Pode até ser a coisa mais fofa do mundo, mas não deixa de ser desnecessário. Meu filho só vivia de meia em casa, no pediatra, no shopping, mercado. Quando fazia calor, eu o deixava descalço mesmo. Longe de mim comprar sapato só pra enfeitar. Pior ainda é calçar o pé do bebê com um sapato super desconfortável só para as pessoas não acharem feio. Juro que tem gente que pensa isso.

 

11.Almofada de amamentação

Almofada de Amamentação

Facilmente substituível por um travesseiro bomzão. E o melhor é que você nem vai precisar se desfazer dele quando seu bebê crescer.

E por último, mas não menos importante:

12.Pomada de prevenção de assaduras

Na hora de trocar a fralda do bebê, tenha tudo o que vai precisar perto de você (Foto: Thinkstock)

imagem:Thinkstock

Você não precisa de um estoque das mais variadas marcas, cheiros e texturas desse item.

Diferente do que a maioria pensa, o hábito de usar pomada de prevenção em toda troca de fralda pode prejudicar a pele do bebê e deixá-la sensível ao invés de protegê-la. Para prevenir assaduras o melhor é realizar uma boa higiene durante a troca: água morna filtrada e algodão, e depois secar bem a região.

Use pomada APENAS se o bebê estiver com assaduras, e use apenas a pomada indicada pelo pediatra ou dermatologista da criança, que provavelmente será uma de TRATAMENTO, e não prevenção.

PS:Nos dias quentes eu ponho um pouco de amido de milho na fralda do meu filho, já que ele é um bebê muito calorento e tem alergia ao calor/suor. E tenho sempre um tubo da pomada de tratamento que a pediatra dele indicou, por precaução, mas raramente usamos.

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Bom, esses são os 12 itens que eu acho dispensáveis para o enxoval de um bebê. Você acrescentaria mais algum item? Ou manteria algo na lista?

-Mallu

 

 

A importância de incentivar seu filho a ser independente

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imagem: @kcstauffer

Já dizia Maria Montessori:

“Qualquer ajuda desnecessária é um obstáculo na aprendizagem”

Quando você faz tudo pelo seu filho, você faz com que ele se torne totalmente dependente de você, independente de ter 1 ou 12 anos. A maioria das mães nem sequer permitem que seus filhos tentem fazer algo por conta própria. Guardam seus brinquedos, arrumam suas camas, calçam seus sapatos e todo tipo de tarefa que eles próprios poderiam fazer sozinhos se tivessem a oportunidade, ou se tivessem tal incentivo. Não é incomum que essas crianças, tão ajudadas por seus pais, se tornem adultos inseguros, que delegam tarefas e responsabilidades, que não conseguem tomar decisões sozinhos.

Quando meu filho tinha oito meses, ele caiu da nossa cama. Depois desse triste episódio, invés de triplicar os cuidados e estar sempre lá para tirá-lo da cama, eu decidi que daria mais autonomia a ele. Eu o ensinei a descer da cama sozinho. Ele nunca mais caiu.

Have you seen our new stacking pyramid? Made from maple wood and customisable with your choice of colours. It’s a toy which will be enjoyed by the whole family!

No aniversário de um ano ele ganhou um brinquedo de empilhar argolas. No começo ele empilhava na ordem errada, é claro, as argolas menores não chegavam até embaixo, e as maiores ficavam sem espaço. E quanto mais ele demorava para descobrir a ordem certa, mais ansiosa eu ficava, e as vezes encaixava para ele. Eu o “AJUDAVA”, para evitar que ele ficasse mais frustrado. Mas ele continuava encaixando errado, e as vezes esperava para que eu fizesse por ele. Então expliquei pra ele a ordem correta, de acordo com as cor de cada anel. Ele observou, observou. E fez direitinho. Toda vez que encaixava corretamente nós parabenizávamos ele. Se tem uma coisa que ele (e acho que qualquer criança) adora é ser elogiado por ter conseguido fazer algo certo.

Se eu continuasse a empilhar por ele é certo que ele nunca se sentiria frustrado. Mas também nunca teria percebido o quanto é legal saber que consegue fazer algo por conta própria. O quanto é legal ser elogiado.

Meu filho sempre foi um bebê muito observador. E também prestativo. Está sempre querendo aprender e ajudar. Não cobro a ele mais do que sua idade o permite fazer, mas sempre o incentivo a reproduzir aquilo que ele pode fazer sozinho. Por exemplo:

  •  Após a troca de fralda, ele joga a fraldinha suja no lixo.
  • Guarda os brinquedos antes da hora das principais refeições.
  • Coloca as roupas sujas dentro da máquina de lavar.
  • Guarda as próprias roupas (dobradas por mim), em suas gavetas da cômoda.
  • Como a cadeira de alimentação dele é portátil, eu separei um local para ela no nosso guarda-roupas, e na hora de comer ele a pega e posiciona no local designado para fazer as refeições, depois guarda dentro do armário.
  • Descasca a banana e joga a casca no lixo. E se ver qualquer embalagem vazia, papel rasgado, plástico, etc, também joga no lixo.
  • Escova os dentes sozinho (depois eu dou uma escovada extra)
  • Gosta de ajudar na faxina, seja com um paninho ou escovinha para tirar pó das superfícies que consegue alcançar.
  • Na introdução alimentar fizemos o método BLW. Incentivando desde sempre que ele comesse sozinho em sua cadeirinha de alimentação portátil. Antes, com as próprias mãos, depois com uma colherzinha. Um pouco antes de completar 2 anos aprendeu a usar o garfo, que é seu talher preferido hoje em dia.

Fazer com que a criança ajude nas tarefas domésticas não é incentivar a exploração infantil, como alguns acham, longe disso. Devemos sempre nos lembrar que tudo que as crianças aprendem na infância será adaptado e utilizado na vida adulta.

Encontrei a imagem abaixo no pinterest, e acho legal tirar algumas ideias a partir daí:

Tarefas que as crianças podem (e devem) fazer, de acordo com a idade

Ensinar e incentivar crianças a guardar brinquedos, ajudar na faxina, arrumar a cama, etc, não apenas contribui para um lar limpo e sem bagunça. “Soma especialmente para que a criança entenda e saiba aplicar na vida adulta os valores de cooperação e ainda aprenda sobre autonomia e independência.”

– Mallu

 

Parque Aquático com o bebê: O que não pode faltar?

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Passamos nossa segunda feira de carnaval em um parque aquático. Saimos de casa com a “mochila maternidade” (que é a única mochila que eu tenho, mas que uso para todos os lugares que vou) cheia, e uma bolsa térmica de 10 litros, também cheia. Achei que eu realmente tivesse posto apenas o necessário. “A gente vai alugar um armário quando chegar lá, e vai tá tudo certo”, pensei. Ingênua.
Mas assim que chegamos no parque, alugamos um armário, e aí o negócio ficou caótico. Foi um tal de aperta, tira coisa, empurra coisa, pra fazer caber tudo.
Como só estávamos em três (e um de nós nem pode ficar sozinho por 2 segundos), tivemos que levar a bolsa térmica para cima e para baixo (porque essa não coube no armário).

Conclusão: Levamos coisas demais. E não usamos metade dessas coisas.

Como foi a nossa primeira vez em família em um parque aquático, a gente releva né. Aprendemos com nossos erros, e nas próximas vezes vamos levar o mínimo possível. Apenas o essencial, espero.

Ficamos no parque aproximadamente 8 horas, então com base na minha experiência eu vou listar abaixo alguns itens (+anotações) que acho que são realmente essenciais, para um passeio no parque aquático com o bebê.

PARA O BEBÊ:

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A minha lista ideal.

  • Protetor solar Infantil
  • 3 Fraldas para piscina

Levei 6, só usei 2!! Li em um site que era para trocar toca vez que o bebê sair da água. Como o meu não queria sair da água ele ficou bastante tempo com as fraldinhas. E apesar de ter ficado 8 horas no parque, a gente não ficou 8 horas na piscina. Tem o almoço, a soneca pós almoço.. Levar um pacotão de fraldas é desperdício de espaço, na minha opinião. Então acho que 3 é um bom número, no caso das coisas derem errado mais de uma vez rs

  • 3 Fraldas comuns 

Levei 3, usei 2.

  • Boias

Levamos 3 tipos: as de braço, o colete, e aquela que fica envolta da cintura. Só usamos a da cintura, porque foi a única que o Dante não reclamou. E nós seguramos ele o tempo todo, então tudo bem. Boias vazias ocupam pouquíssimo espaço, então leve todas que for usar.

  • Lenço umidecido

O lenço foi mais para o caso de algo acontecer durante a ida e volta para casa. E No parque limpei ele com a água do chuveiro, e sequei com uma toalhinha. Se você usa algodão com água, melhor ainda, porque é só levar um pedaço de algodão. O bom do lenço é que não serve apenas para limpar o bumbum do bebê, mas também mãos sujas (do bebê e dos pais) de doce ou biscoito , etc.

  • Pomada contra assaduras

Mesmo que a criança não use pomada no dia a dia, é bom levar. Porque ela fica com a pele em contato com a fralda molhada por muito tempo, podendo avermelhar um pouquinho as regiões intimas. Passei a pomada no bebê antes de entrar na piscina, e depois que dei banho de chuveiro nele, para voltar a casa.

  • Toalha de banho

Levamos 3 toalhas, uma para cada, mas o papai quis usar duas delas para deitar na grama. Então se eu pudesse fazer as malas para um próximo passeio, levaria apenas 1. Usamos apenas 1 toalha para nos secar. Sequei o Dante depois do banho, somente depois usamos. Aí vai da cabeça de cada um, se acha ou não normal usar a mesma toalha.

ps: E substituiria as 2 toalhas de banho por 1 canga de praia, para o caso de querer deitar na grama rs.

  • Garrafa com água filtrada

Água não pode faltar, em para o bebê nem para você! A menos que você esteja preparada para a facada que vai levar no bolso se tiver que comprar água no próprio parque… Eu recomendo muito levar no mínimo 2 garrafinhas com água filtrada.

  • Uma troca de roupa

Nessa parte eu exagerei desnecessariamente. Então levando em conta que a criança já vai com alguma roupa no corpo, você só precisa levar mais uma troca de roupas para o caso de algo dar errado. (vamos pensar positivo, e imaginar que nada vai acontecer entre o trajeto casa-parque, ok) Assim que chegar no parque tire a roupa do bebê e guarde! Assim você vai ficar automaticamente com 2 trocas. Para todo lugar que eu vou com o Dante eu levo na mochila: 1 casaco, 1 regata, 1 calça, 1 short, 1 par de meias. No caso do parque, ele já foi vestindo 1 regata, 1 calça e par de chinelos. Então eu não precisaria levar 1 calça a mais (mas levei). Enfim, sou prevenida, mas como nesse dia exagerei minha dica é: não seja prevenida demais.

 Para os Pais:

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  • Protetor Solar

Ou economize espaço, e use o protetor do seu filho rs

  • Troca de roupa (se pretende molhar as que já vão no seu corpo)

No caso do meu marido fez mais sentido, já que ele entrou de short na piscina. Então ele levou  Eu voltei com a mesma roupa que fui, e teria economizado um espaço se não tivesse levado extras.

Importantes:

  • Carteira de identidade
  • Celular

Meu marido me fez colocar o carregador do celular na mochila. Estou me perguntando até hoje onde ele acha que iria carregar o celular… Como se sobrasse tempo pra ficar a toa deixando o tel grudado na tomada.

  • Dinheiro extra

Para o almoço, lanche, aluguel de armário, passagem de ônibus, uber, etc.

  • Chaves

    (no nosso caso, só a da casa mesmo)

 

E FIM!

Se eu pudesse voltar no tempo, teria levado apenas o essencial. Como não posso, registro nesse post o que eu acho que não pode faltar em um passeio pelo parque aquático com o bebê, para quem sabe, na próxima vez, eu leve uma mochila mais leve. E espero que tenha te ajudado de alguma forma.

Beijos, Mallu

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre saudade e uma pitada de alívio

 

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Peguei a foto de um site, mas estava sem os créditos.

Outro dia eu encontrei umas fotos do meu filho recém nascido no meu colo, em uma pasta escondida no meu telefone. Então comecei a pensar, pela vigésima vez, o quanto o tempo passa rápido. Como seria se eu pudesse viver os primeiros meses da vida dele novamente, e o quanto eu gostaria disso.

Falei isso com o papai e ele me lembrou que: ” Você tá doida?. O Dante engasgava direto com o leite. Golfava o tempo todo. A gente nem dormia direito. Eu acordava o tempo todo pra ver se ele estava respirando. Quanto maior ele fica, melhor. Tudo fica mais fácil”.

E não é que eu tinha me esquecido dessas coisas?

Quando eu olho para aquelas fotos, eu só vejo a parte boa. O momento em que ele adormece no meu colo. Não importa se ele ficou 1h mamando no meu peito, nem se ele acordou 5 minutos depois chorando com cólica. Só o que eu guardei foi a parte boa. Normalmente é isso mesmo que a gente sempre faz. Tentamos esquecer ou jogar os traumas e dificuldades de lado. Ver sempre o lado bom das coisas.

A maternidade não é nem de longe um mar de rosas. É realmente bem complicado no início. E a gente só acha que vai ficando mais fácil porque agora (no nosso caso, 1 ano e 4 meses depois) já estamos acostumados com os contratempos da vida, e já passamos pelo pior (os 3 primeiros meses de vida, resfriados, cólicas, etc).
Agora o Dante está na fase de não aceitar o “não”, e quando o escuta, chora como se tivesse sido espancado, coitado. É bem chato, admito. Apesar de parecer mais fácil as vezes, toda fase é complicada a sua maneira. Cuidar, proteger, educar… Exige demais da gente, seja física ou mentalmente. Hora ou outra ficamos exaustos. Queremos largar tudo e fugir para as colinas. Mas na maior parte do tempo a gente fica é reclamando do tanto que o Sr. tempo é veloz. E de como gostaríamos de poder voltar atrás, e fazer tudo de novo.
Mas ninguém quer ver o filho se engasgando pela 20° vez no dia com leite materno. Ninguém quer ficar acordado de madrugada com o bebê no colo porque ele não consegue dormir, está com dor ou nariz entupido.

Bom mesmo seria poder reviver apenas os bons momentos. Mas como ainda não estamos tão avançados tecnologicamente para viajar no tempo, só o que nos resta é aceitar que o tempo voa mesmo, e tentar aproveitar cada momento como se fosse o último (provavelmente é). Porque depois que o momento passar, tudo que nos restará é a saudade. E talvez até um certo alívio, por saber que as partes ruins também já ficaram para trás.

E para aqueles que não apenas imaginam, mas decidem passar por tudo outra vez, vivenciando a maternidade duas ou mais vezes: meus parabéns! Tem que ter muita força de vontade e coragem (e uma pitada de loucura, claro)!.

A beleza está nos olhos de quem a vê

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Ignore a baixa qualidade da foto. Tiro fotos com a câmera frontal do celular (a traseira esse pequeno aí conseguiu embassar, e até hoje não levei para consertar). Vida segue..

Na foto acima o Dante está analisando minuciosamente um pregador lilás.

Essa cena me deixou intrigada.
O que será que se passa na cabeça de um serzinho tão pequeno? Será que seus pensamentos são igualmente confusos como sua fala, ou fazem total sentido? O que será que ele pensa sobre esse objeto? Gosta da cor, sabe para que serve?. São tantas perguntas sem respostas. Mas de uma coisa eu tenho certeza:
Ele, sempre tão observador, consegue enxergar beleza nas pequenas coisas.
Coisas simples como um pregador viram preciosidades para ele. São seus tesouros, invisíveis aos olhos dos adultos distraídos.

Dante, esse pequeno ser pensante, me instigou a ser mais observadora. A parar, refletir e admirar as coisas a minha volta.
Sem querer, ele tem me ensinado grandes lições. E eu achando que deveria ser sempre o contrário… Ele tem me ensinado o real valor das coisas, que tudo tem seu valor, independente do tamanho, peso, cor, gênero, etc. E que por mais insignificante que algo pareça aos olhos dos outros, sempre terá alguém cuidadoso o bastante para perceber (e admirar) a sua importância.

– Mallu

Coisas que não te contam sobre o pós parto

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O bebê nasce, mas a barriga fica (e fica bem estranha)

Não sei bem o que ouvi sobre isso, mas eu imaginei que seria diferente. Minha barriga de gestante foi das grandes, e eu pensei que ela fosse simplesmente desaparecer após o parto. Mas não. A barriga murcha, mas não desaparece no primeiro dia.

Não acredite nas imagens de famosas após o parto. Seja lá qual é a mágica que elas fazem, isso não acontece com pessoas normais.

Saudade da barriga

Não dura por muito tempo. Mas é fato que em alguns momentos você vai se ver pensando “cadê a minha barriga?”. É claro que é melhor ter o bebezinho no nosso colo, mas no começo vai dar aquela saudade da sua barrigona. As vezes eu realmente esquecia que eu já tinha tido o bebê. É que é meio inacreditável, sabe. Você passa nove meses com um serzinho na barriga, e quando ele chega ao mundo é no mínimo um pouco surreal. Tudo muda, e cada dia se torna um desafio. E não tem problema sentir saudade de como as coisas eram antes, de vez em quando.

Quase impossível se mover

Para quem faz parto normal a região baixa fica ultra sensível. Movimentos simples como sentar e levantar podem demorar bastante tempo para serem executados. O pior é que quanto menos você se mover, mais rápido seu corpo fica dormente. E quanto mais você se mexer, mais dor sentirá.

*Não sei se acontece o mesmo com quem faz cesária.

Sangramento

Mesmo que você use dois absorventes pós parto de uma vez, eles não suportam tanto tempo. É provável que você deixe um rastro (ou sendo menos dramática:pingos) de sangue por onde passar.

Tomar banho e fazer xixi serão um sacrifício

Pois arde. Não sei se depende da quantidade de pontos que cada mulher leva, mas o meu parto foi super tranquilo, levei pouquíssimos pontos, mesmo assim ardeu pra caramba.

E logo após o parto, você acha que vai descansar um pouquinho enquanto o bebê dorme?

Mesmo que tenha alguém para tomar conta dele, dormir um pouco será uma tarefa bem difícil. Eu, pelo menos, acordava o tempo todo só para ver se estava tudo bem com meu bebezinho.

Na maternidade foi quase impossível eu fechar os olhos. Como tive meu bebê em uma maternidade pública, não tive um quarto só para mim. Fiquei junto com outra mãe. E depois das 22h meu marido tinha que se retirar do quarto. Então o medo de algo acontecer enquanto eu dormia era dobrado. Fiquei igual uma zumbi. Mas na volta para casa isso melhorou bastante.

Amamentar pode ser bem complicado no início

Ao longo da gestação você lê tanta coisa sobre o assunto, que acha que quando seu bebê nascer amamentá-lo será algo tão natural quanto a luz do dia. Mas não é. É complicado, pode ser dolorido, e com certeza é bem cansativo, principalmente se você decidir pela livre demanda.

A mamãe recém parida precisa de muito apoio da família nesse momento, ou pode acabar desistindo antes mesmo de tentar.

Amamentar no começo é complicado, mas te digo por experiência própria: vale muito o esforço. Realmente compensa.

Tem esse post sobre a minha experiência com a amamentação, se você quiser dar uma olhada.

Não conseguir pentear o cabelo

E tudo bem, estamos juntas nessa. A canseira vai ser tanta que coisas simples do dia a dia como pentear o cabelo ou escovar os dentes poderão muito bem ficar para outra hora (ou outro dia).

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Mas não só de dificuldades vive uma mãe recém parida. Apesar de todos os contratempos, você poderá olhar o rostinho do seu baby e perceber que por ele vale a pena enfrentar todos os sacrifícios do pós parto. E também após ele.

Sei que há muitas outras coisas que ninguém te conta sobre o pós parto, não sei se não contam para não assustar a gestante, ou simplesmente por acharem insignificante. Mas aí é assunto para outro post.

E você, lembra de algo que não te contaram sobre o pós parto, e você teve que aprender na marra? rs

-Mallu

Criação com apego: Cama compartilhada

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Tem gente que não compartilha por medo. Medo de esmagar o bebê, medo do bebê cair da cama, medo de perder a intimidade com o parceiro.
Tem gente que não compartilha porque tem espaço de sobra. O bebê tem seu próprio quartinho.
Tem gente que não compartilha porque não quer, ué.
Nós compartilhamos o quarto com o bebê, e decidimos compartilhar a cama também. E adoramos! Compartilhamos porque queremos, e porque desse jeito foi mais fácil para nós (principalmente para mim).
Ter um bebezinho do meu lado todos os dias quando acordo é tão bom! Tem seus pontos negativos, é claro. Mas assim é mais prático, e por mim compensa.

É mais fácil para amamentar, ele não acorda muitas vezes. Talvez se ele fosse acostumado a dormir no berço, também acordasse pouco a noite, ou talvez só acordasse ao amanhecer. De qualquer forma, foi uma decisão que tomamos desde o primeiro mês de vida do bebê, e não nos arrependemos.
Ele cresce quase que na velocidade dá luz, talvez por isso eu queira aproveitar o máximo de tempo possível bem ao ladinho dele. Bem coladinhos mesmo.
Em breve pretendo montar a mini cama, para que ele possa fazer essa transição. Se vai ser fácil ou difícil só o tempo dirá. Até agora, mais de um ano compartilhando a nossa cama com o bebê tem sido maravilhoso. E eu tô aproveitando cada segundo mesmo, porque tenho certeza que quando ele acostumar a dormir sozinho, sou eu que sentirei saudade.
Cama compartilhada é puro amor. Mas é o meu tipo de amor. Cada mamãe, cada papai, ou cada casal sabe o que é melhor para si e para seu neném. E o que se encaixa melhor em seu estilo de vida e rotina.
Para mim, a cama compartilhada deu mais que certo. E se você mamãe de primeira viagem tá pensando em compartilhar também, eu super recomendo.
Sem nenhuma contra-indicação!

 

Será que o desenvolvimento do meu filho é normal?

Essa é uma pergunta que tenho feito bastante a mim mesma ao longo da minha jornada como mãe.

E já me senti bastante frustrada com algumas coisas que os sites (e pessoas) diziam que meu bebê já deveria estar fazendo, mas que ele ainda não havia aprendido.

Na gestação eu também lia esses artigos, para saber como meu bebê estava se desenvolvendo dentro de mim. Saber se ele estava do tamanho de um limão ou de uma laranja.

Nos comentários das postagens do site cada mãe postava uma foto de sua barriga (mês a mês), e escreviam TODAS as medidas de seus fetos. Muitas vezes eu me preocupei com as medidas do meu bebê, porque estavam abaixo ou acima do ideal da maioria.

Mas eu pensava “Graças a Deus minha barriga estava cada vez maior”, assim ninguém poderia pôr defeito.

E as comparações continuam após o parto, claro. Todo mês o bebê aprende e faz algo diferente, coisas simples, mas memoráveis. Quando meu filho aprendia algo novo e mais cedo do que os artigos indicavam, nossa era uma alegria!. Mas quando ele não fazia, eu me preocupava, e começava a pesquisar em tudo que era lugar para saber se não havia nada de errado com ele.

O pior é que até mesmo quando nada parecia fora do normal vinha alguém com uma enxurrada de palpites para me fazer duvidar do meu instinto.

Desde pequenos temos que nos encaixar nos padrões impostos pela nossa maravilhosa sociedade. Temos que ser normais. Qualquer coisinha fora do comum passa a ser considerado errado, problemático.

Então no começo desse ano criei uma lista de conquistas do bebê no bloco de notas do celular. #amelhorcoisaque fiz. E a cada conquista que meu filho obtêm, eu anoto lá. E é nisso que eu tenho focado: nos pequenos e grandes passos que meu bebê dá a cada nova descoberta.

Não leio mais sobre o que ele deveria ou não estar aprendendo a cada semana ou mês. Apesar de ser mãe de primeira viagem, eu confio muito no meu instinto materno. E sei que saberei se algo realmente estiver errado, incomum ou demorando demais para acontecer.

Meu bebê pode não falar ainda. Mas ele já dá uns passinhos sozinho (quando não está tentando correr. Tenho receio dele se machucar, então por enquanto eu seguro a mão dele), dança, grita, bate palminhas, guarda os brinquedos, come alimentos com as mãozinhas, me ajuda a vesti-lo e despi-lo, sabe bem se fingir de coitadinho e um monte de outras coisinhas.

Isso o torna melhor ou pior que outro bebê? O faz menos ou mais inteligente? Não. E um dia quando eu menos esperar meu bebê estará me chamando não de ma ou maman, mas de mamãe. Tudo no tempo dele.

Não precione-os. INCENTIVE-OS. E sobre os palpites: Quem liga para eles?. Isso mesmo, ignore-os.

Ficar comparando uma criança com outra não faz o menor sentido, pois cada ser humano é único. Cada criança tem o seu ritmo. Se tudo estiver em “perfeito estado” (e isso só um médico pediatra pode te dizer com certeza) a única coisa que podemos fazer é dar um tempo para eles. E curtir muito cada fase com o bebê pois eles crescem um pouquinho rápido demais.

E quando menos esperarmos, lá estarão eles provando para o mundo tudo que eles são capazes de fazer.