O que ficar longe de casa por um mês me ensinou:

foto: urbanarts.com.br

 No final de Janeiro fomos “morar” por uns dias na casa da minha avó. Quase um mês na verdade, até conseguirmos resolver um problema em casa. Coloquei algumas roupas em uma mala, comida que comprei na semana em uma eco-bag, e mais algumas tranqueiras em outra bolsa e mochila. Pensei ter posto apenas o necessário para passar algumas semanas. Para mim: Shampoo, condicionador, creme hidratante, maquiagem, chinelo e sapatilha, um livro, celular, algumas blusas, shorts, itens de higiene pessoal e roupas intimas…. UFA, e sem contar as coisas do filho e marido (que levou menos de 10 peças de roupa, mas que achou extremamente essencial levar o computador e console. Prioridades, amigos).

Com o passar dos dias percebi que havia levado coisas demais para mim. Que não precisava de metade daquilo. Na semana seguinte passamos em casa e dei uma boa olhada em tudo que tinha no guarda roupas, cômoda do “bebê”, dentro do baú da cama…. Enchi duas ecobags e minha mochila com itens desnecessários para mim, e levei de volta a casa da minha avó, pois uma das irmãs dela doa essas coisas para a igreja que frequenta. PS: Algumas coisas podem não fazer mais sentido para nós, mas podem ser necessários para outras pessoas.

O mais interessante dessa experiência foi que (além de passar todo o tempo com a minha avó) eu pude ter a verdadeira noção do que era essencial para mim e do que realmente amava, e me libertar de todo o resto (Achei que já soubesse disso, estava enganada!). As vezes passar por dificuldades nos torna mais fortes e criteriosos com o que queremos em nossas vidas.

Apesar de estar nesse caminho de viver com menos há três anos, tenho cometido muitos erros e compras impulsivas [Sou humana] . Percebi também que o essencial muda conforme crescemos fisiologicamente e mentalmente. E nesse ano decidi mudar alguns dos meus hábitos, consumir mais conscientemente, não comprar roupas, comprar comida em feiras orgânicas, comer mais vegetais e menos carne, colocar cada vez menos substancias nocivas na minha pele, e tenho certeza que essa experiencia fora de casa me ajudou a ter mais clareza e foco nos meus objetivos.

– Mallu

5 coisas para NÃO levar para 2018

Pessoas negativas

Você recebeu uma mensagem...

Nada como começar um novo ano bem longe daquilo que não te faz bem. E nesse caso, estou falando sobre pessoas.

Seja uma amiga invejosa, um namorado ciumento, uma pessoa que só sabe te encher o saco com os problemas da triste vida amorosa dela. Você passou o ano  inteiro (ou bem mais que isso) cultivando esse relacionamento tóxico, ouvindo tanta bobeirinha, não acha que já está na hora de dizer chega? As vezes podemos ficar meio sem jeito de nos afastarmos de alguém, com receio de magoar a pessoa. E provavelmente iremos magoar mesmo. Mas também não dá para continuar enchendo sua vida de negatividade. É melhor ser direto e verdadeiro, do que acabar virando uma esponja emocional. Já não basta o mundo ser tão negativo, não temos que encher nossos pensamentos com os problemas dos outros, nem aturar problemas que terceiros trazem para nossas vidas.

Falta de tempo

Não é falta de tempo. É a sua zona de conforto gritando. - #meInspirando #jeansouza #geraçãodevalor #geracaodevalor #marketing #digital #marketingdigital #empreendedorismo #empreendedor #empreender #digitalmarketing #mindset #empreendedorismodigital #mindsetcriativo #negocios #negócios #frases

Já virou um costume dizer que não temos tempo para nada. E eu entendo, a vida adulta é um carrossel que parece nunca parar de girar. Mas de vez em quando para, sim. E o que fazemos com o tempo livre? Normalmente perdemos a toa. Pessoas cancelam jantares e remarcam encontros por preguiça, isso sim. Muita gente prefere gastar seu tempo livre assistindo Netflix, ou fuxicando nas redes sociais. E o tempo para postar no Blog? Pois é, nem tenho. Pelo menos não enquanto maratonava Grey’s Anatomy pela 3º vez.

Então minha gente, parem de dizer que estão sempre sem tempo. Isso não deveria ser uma desculpa aceitável para não fazer algo. Precisamos começar a racionalizar o tempo que temos de sobra, porque sim, ele existe. E se nos organizarmos direitinho, em apenas um final de semana dá para fazer um montão de coisas legais, que não conseguiriamos fazer se ficassemos até tarde curtindo foto no instagram.

Reclamar o tempo todo

Quando você pensar em reclamar da vida

Meu maior defeito: Eu adoro reclamar. Acho chato demais ficar reclamando, já virou costume também. Mas eu tento, tento mesmo, me segurar o máximo que posso. Como nem sempre consigo não reclamar, tenho tentado praticar a gratidão com mais frequência. Agradecendo pelas coisas boas que temos, conseguimos espantar um pouquinho as reclamações tão corriqueiras do dia a dia. Conseguimos assim, perceber que apesar de ter muito o que reclamar, temos ainda mais coisas pelo que agradecer. Só reclamar não faz diferença nenhuma. Quer dizer, até faz, te torna uma pessoa chata. Então para este caso temos duas soluções infalíveis: Ou aceitamos as circunstâncias, ou fazemos algo para mudá-las.

Roupas que não te deixam confortável

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Sabe quando a gente usa a roupa/sapato pela primeira vez e logo de cara já bate aquele arrependimento de ter saído de casa com aquilo? Se comprou/ganhou a pouco tempo, ainda temos a chance de conseguir trocar por outra coisa. Mas se já está ha seculos enfeitando o guarda-roupas… Simplesmente desapegue.

Pelo menos para mim, conforto é tudo. De nada adianta estar radiante em cima de um salto altíssimo, se estão literalmente assassinando seus amados pézinhos. Um sapato de salto alto pode ser essencial para a fulana, mas é desconfortável demais para mim. E não importa se é bonito ou custou caro. Independente do modelo, tamanho, cor, se não te deixa confortável não vale a pena manter.

Aquela obrigação em dar presente

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Tem a Páscoa. Dia das Mães. Dia dos namorados. Dia dos pais. Dia das crianças. Natal. Isso sem contar com aniversários dos familiares, amigos, casamento, amigo secreto.

A maioria das pessoas pensa que “fica chato não dar presente”, e muitas vezes deixam de ir em uma comemoração por falta de grana para uma lembrancinha. Ou o contrário, apertam o orçamento, se individam só para a data não passar em branco. Vejo pessoas desesperadas nas lojas atrás de alguma coisa para pessoas que nem conhecem direito.

Presente deveria ser algo que você dá de coração, que você escolheu com tanto carinho pensando naquela pessoa. O capitalismo faz a gente pensar que precisamos, mas ninguém é obrigado a dar presente.

E se todo mundo escolhesse não ganhar nada, ao invés de ganhar algo que não gosta/não faz o estilo, as pessoas começariam a perceber que o mais legal das datas comemorativas é passar o dia ao lado de quem a gente ama. Que o melhor presente que a gente pode ganhar é a presença de alguém, que mesmo atarefado, “sem tempo”, aparece para dar um abraço e um “feliz aniversário/natal/ano novo”.

 

E você, consegue pensar em algo que definitivamente não pretende levar para 2018?

 

 

AH se a vida real fosse tão bonita quanto o feed daquele instagram…

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*Atenção: Abaixo você confere o desabafo de uma mãe adolescente, no caso, eu. Se eu tivesse dinheiro buscaria ajuda profissional, como não é o caso, preferi escrever aqui mesmo, gratuitamente rsrsrs

Eu sumi por uns tempos.

Assunto para escrever é o que não falta (apesar de que minha inspiração só tem chegado depois das 0h), porém a preguiça tem me pegado de jeito. E eu, exausta da vida, deixei. É até estranho de dizer que estou cansada já que não faço absolutamente nada além de cuidar do meu filho. Mas cansa cuidar de criança, não cansa? E eu gostaria muito de ter um ambiente onde eu pudesse apenas descansar, ficar só, pensar na vida de vez em quando, sabe. Mas não tenho. Tenho um quarto. E nos meus dias ruins, eu me sinto como se estivesse em uma prisão.

Eu sei que tem muitas pessoas em situações mil vezes piores que a minha. Mas também tem muitas pessoas em situações mil vezes melhores. E ficar logada no Instagram não tem me ajudado a superar minhas frustrações, já que quase ninguém compartilha uma maternidade real nas redes sociais. São sempre fotos e textos indicando uma vida perfeita, surreal. Tenho perdido muito tempo no Instagram, essa é a verdade. Escrever sobre as maravilhas e desventuras da maternidade  na legenda da foto até me fazem bem. O que não faz bem para ninguém, eu presumo, é perder tempo demais apenas arrastando o dedo para cima e para baixo, clicando em cem mil corações que vê pela frente.

O que eu precisava mesmo era fazer um detox. Digital, social, todos os detox possíveis e imagináveis. O digital é pode ser difícil no inicio, mas é simples, eu posso aprender a viver sem certas coisas, e diminuir o tempo  que fico conectada. Mas o social…. as vezes a gente não tem outra opção, se não aprender a conviver com as pessoas, em harmonia, ou o que chegar mais perto disso.

Não sei bem se esse texto vai servir para alguém, mas eu avisei que era um desabafo. Espero que daqui a um tempo eu o leia, e pense o quanto evoluí daqui até lá (fez sentido?).

A questão toda é que tudo parece tão mais fácil nas redes sociais… Quem dera a vida fosse tão organizada como o feed de algumas contas do instagram. Mas “não é assim que a banda toca”. E até a dona do instagram mais fofo e harmonioso do mundo tem seus problemas e dias ruins. Pelo menos eu imagino que sim.

No fundo eu sei que não sou só eu que estou passando por tempos difíceis e momentos de insanidade. Muitas mães no instagram são sinceras e mostram como a maternidade realmente é. Que não é um conto de fadas, mas também não é nenhuma historia de terror. E isso me faz ter esperanças, de que um dia essa nuvem nebulosa que paira acima da minha cabeça vá embora de vez.   Enquanto isso, eu tentarei me manter confiante, e fazer todo o possível para contornar os infelizes contratempos da vida. Tentar diminuir o tempo em que passo com meu telefone na mão. E claro, escrever mais aqui no Blog.

 

 

 

 

 

 

Como manter a ordem em um quarto para três

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No momento tenho apenas o quarto pra guardar a minha (+2) vida inteira, então eu (nós) tenho que ser muito específica com o que realmente desejo manter.
Sempre que eu compro algo novo, eu dou uma olhadinha pra ver se tem algo que não quero mais.
Dessa forma eu nunca tenho mais coisas do que deveria.
Eu tô sempre me desfazendo de algo. Só assim para manter a ordem.

O minimalismo é uma jornada contínua. Não adianta desapegar das coisas uma vez, e continuar acumulando o resto do ano.

Cada papelzinho, cada caixa de sapato, cada roupa e produto de beleza faz volume e ocupa espaço. Então sempre que eu vejo que há excessos, tento descartar algo o mais rápido possível.

Tento ser objetiva na hora do destralhe. Faz parte sentir-se um pouco culpada (ou ter pena) por ter gasto tempo e dinheiro em algo que não teve tanta utilidade. Só não dá para deixar essa culpa te consumir, e fazer você continuar mantendo algo apenas por manter, roubando o espaço de algo que poderia lhe ser mais útil. Então mesmo que a roupa seja linda, se não tem mais utilidade para mim, eu descarto/doo. Essa regra vale para qualquer outro objeto.

Toda vez que faço compras, eu arrumo tudo assim que chego em casa. Até dá uma preguicinha de guardar tudo de uma vez, ainda mais quando chegamos cansados da rua. Mas eu prefiro não deixar nada para depois.

Separo cada item por categoria, e já vou guardando tudo em seu devido lugar. E separo os papéis e notas fiscais, para dar uma olhada no que eu posso descartar imediatamente. O que eu preciso manter vai para uma gavetinha, para que eu possa encontrar facilmente quando eu precisar.

Eu tenho a impressão que quanto mais espaço as pessoas têm, mais coisas elas querem armazenar. Então para mim, quanto menor, melhor. Me incentiva a ter sempre menos.

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Peguei essa imagem no Pinterest. Mas é exatamente assim que organizo todas as nossas roupas e a do bebê (Tirando o organizador de plástico).

De tempos em tempos nós damos aquela geralzona no quarto. Tiramos tudo do guarda-roupas, do baú da cama, da cômoda do bebê. Na verdade a cômoda é onde eu faço destralhes com mais frequência. Como não estou fazendo um estoque para um próximo filho, as roupas que não cabem mais no meu filho eu passo/devolvo para minha cunhada, que tem um bebê mais novinho que o meu.

Acho que o nosso filho tem mais roupas que nós dois, mas para um bebê é um número considerável, já que ele suja tudo muito mais rápido que um adulto. As roupas dele ocupam apenas duas das seis gavetas de sua cômoda. Mas o modo como eu dobro e organizo as blusas, calças, meias e casacos, faz com que eu tenha maior aproveitamento do espaço.

Desde que comecei a dobrar nossas roupas dessa forma, nunca mais minha gaveta ficou bagunçada.

E por termos poucas peças de roupas, conseguimos aproveitar mais espaço para guardar coisas como edredons, toalhas, produtos de beleza e sapatos, sem que o armário pareça lotado. Dá tudo tranquilamente em um guarda-roupas de solteiro de 130cm de largura. Organização é tudo!

Manter meu espaço organizado já se tornou rotina para mim. É algo que eu gosto de fazer. Nunca fui bagunceira, e principalmente agora que eu divido um quarto com mais dois seres humanos, para mim manter a ordem não é apenas uma opção, é essencial.

Amor e essa droga de consumismo

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12 de Junho.

Apenas mais um desses dias inventados  para o comércio lucrar rios de dinheiro em cima dos consumidores cheios de amor para dar. Você consegue enxergar isso também?. Espero que sim, porque sabe, é libertador dar uma pausa nesse consumismo desenfreado.

Dia dos namorados em casa não é o melhor programa do mundo mas, em plena segunda feira eu não me sinto nenhum pouco entusiasmada para enfrentar fila em um restaurante só para dizer o quanto amo o pai do meu filho. Até porque tem esse microscópico detalhe: nós temos um filho. O que torna as coisas um pouquinho mais complicadas. Qualquer passeio precisa ser muito bem planejado. Se já não é legal enfrentar fila sozinha, imagine com um bebê inquieto e impaciente dentro de um carrinho de passeio?

Sem chances.

Sem chances também de gastar uma fortuna com um presente qualquer só para não passar em branco.

Datas comemorativas que nos incentivam a gastar dinheiro não tem o mesmo significado para mim. Quase não tem significado algum, na verdade.
O que uma blusa diz sobre seus sentimentos pelo seu amado?. A verdade é que muitas vezes nos sentimos obrigados a presentear alguém, porque é o normal. Porque todo mundo faz.
Flores, chocolates, um bichinho de pelúcia no dia dos namorados são os presentes certeiros! Mas o que eles dizem sobre você? Dizem o quanto você se importa com seu parceiro?. Uma almofada com um “Eu te amo” estampado deve deixar tudo bem claro, com certeza.

E sem fotos com textão no Facebook também, minhas prioridades são outras agora.

Eu fico pensando como algumas pessoas podem dar tanto valor a um único dia e esquecer que o amor deve não só ser celebrado em 12 de Junho (ou 14 de fevereiro em outros países), mas o ano inteiro.

Eu particularmente gosto do amor do dia a dia. Do beijo de bom dia. Dos churros e biscoitinhos que meu marido traz para mim quando chega do trabalho. Gosto de sair aos finais de semana em família, e assistir seriado em conjunto, comendo frituras e doces. Mesmo que na maioria das vezes o bebê esteja dando seus gritinhos e correndo pelo quarto, fazendo-nos perder várias cenas. Eu vejo beleza é nas pequenas coisas, porque é dessa forma que a gente vê o quanto ama o outro, e vice versa.

Até poderíamos ter dado um passeio depois do trabalho, jantado fora ou qualquer outra coisa que se faz nessa data, como assistir um filme romântico. Mas preferimos ficar em casa, comendo salgadinhos e bolo enquanto assistíamos as conferência da Ubisoft e Sony na E3 2017 (coisa de nerd). Milagrosamente nosso pequeno gordo ficou bem quietinho. A única coisa que saiu dos nossos planos foi não terem apresentado o trailer de The Last Of Us (e no dia anterior, o TES 6). Uma pena, pois esse sim seria um belo presentão.

Obs: Menos sempre é mais, lembre-se disso.

Aniversário de 1 ano em família

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Eu pensei bastante sobre o que fazer para comemorar o primeiro aniversário do bebê. E depois de muita pesquisa, leituras em blogs e muita conversa, optamos por uma reunião familiar. Fizemos a festa no quintal da casa da minha mãe. Alugamos apenas cadeiras, cobrimos as paredes com TNT marrom e usamos uma mesa quadrada com uma tampa redonda por cima para colocar os doces e decorações. Ficou simples e bonito ao mesmo tempo.

Teve cachorro quente, salgadinhos e mini pizzas. E docinhos, trufinhas, cupcakes e um bolo muito bonito.

Minha família é maravilhosa, colaboraram em tudo! Não há vergonha em ser ajudado ou ter esse tipo de apoio familiar.

Um dos motivos para fazer uma festa só para a família: você consegue se sentir em casa.

Começou as 18h.

Não me estressei, e meu bebê ficou super a vontade pois conhecia quase todos os 33 convidados, com exceção de uma irmã da minha avó. Parece muito para uma festa em família? É que apesar de eu ser filha única, minha família é bem grande e unida (com muitas tia(o)s e prima(o)s). E meu marido convidou sua mãe, irmãs e seus sobrinhos. Mesmo assim tudo saiu melhor que o planejado.

A música baixa e tranquila era como trilha sonora enquanto todos botavam o papo em dia.

E depois de muitas fotos com um bebê geminiano chatinho/sorridente, cantamos o parabéns às 20:30. Logo após servirem o bolo, minha prima o fez dormir, no carrinho de passeio. E a “festa” continuou rolando no quintal por um tempo depois disso.

E um dos motivos para fazer uma festa em casa: seu bebê conseguirá dormir tranquilamente. Pois você pode abaixar o som a hora que quiser. E quanto menos convidados, menos barulho, certo?.

Dormimos na casa da minha mãe para não precisar voltar tarde para casa. E também porque eu gosto de passar esse tempo com minha família.

Como já disse antes, o que quero mesmo é: meu filho cercado pelas pessoas que o amam e realmente se importam com ele. E não sei exatamente como ele ficaria em um ambiente enorme com tantas pessoas desconhecidas (para ele). Imagina se ele ficasse assustado?. Preferi não arriscar.

Quando me tornei mãe, toda e qualquer escolha que faço é primeiramente pensada nele. E eu sei que fiz a escolha certa convidando apenas a família. Sei que algumas pessoas podem ter ficado chateadas por não terem sido convidadas. Mas não fiz isso para chatear alguém, nem me afastar das pessoas. Essa foi uma decisão tomada em conjunto com o papai. Queríamos algo simples. E a verdade é que não dá para chamar todo mundo que gostamos para todos os lugares. Se não, seria sempre uma festança, e isso não seria possível em um quintal pequeno. Nem faz o nosso estilo.

Bom, o importante é que gostei muito desse dia. Meu bebê curtiu bastante, depois dormiu bastante rs. Foi um ótimo dia para guardar na memória. E em breve, talvez num álbum de fotos azul e cinza, com um lindo D estampado na capa.

– Mallu

Não compre ovos de Páscoa!

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Imagem: panelinha.com.br

Título sensacionalista, admito. O que quero dizer é: Não compre ovos industrializados!. Não estou tentando boicotar as indústrias, apenas acho que realmente é uma boa questão a se pensar. Vale a pena pagar R$40,00 em um ovo de chocolate ao leite por causa de uma surpresa da Barbie? As crianças realmente precisam disso, ou foi o carinha da propaganda de TV que disse isso a elas? Você sabe a resposta.

Já pensou em fazer você mesmo um ovo de Páscoa? Você pode contar com a ajuda do seu filho, e de sobra ele ainda terá lembranças fantásticas dessa época. Mas se você prefere mesmo comprar, pode dar uma pesquisar pela vizinhança. Nessa época do ano muitas pessoas começam a vender ovos caseiros. Invés de comprar um ovo feito em fábrica, você pode comprar da sua vizinha que faz ovos de chocolate fresquinhos e mil vezes mais gostosos. Compre de quem faz com amor. E de sobra você ainda ajuda alguém que realmente precisa. É uma boa ideia, não é mesmo?

Sei que parece impossível para a maioria dos pais de crianças pequenas não presenteá-las com ovos de Páscoa feitos especialmente para crianças. A TV a cabo está recheada de propagandas das mais variadas marcas, cores, tamanhos e personagens para alienar nossos pequenos. Eu já fui criança, sei como é. Ficamos em dúvida de qual das mil opções de brinquedos escolher. Você sabe, as crianças escolhem o ovo pela surpresa, que aliás, não é tão surpreendente assim.

Muitas vezes os ovos de chocolate que ganhei passavam semanas fechados, dentro da geladeira ou no guarda-roupas. E os brinquedos de plástico, quebravam fácil ou eram esquecidos. Cresci um pouco, vi que não precisava mais das surpresas, e passei a pedir apenas o chocolate. Eu era apaixonada por Diamante Negro. Percebi que valia mais a pena comprar 3 barras de chocolate de 160g por R$10,00 que um ovo de chocolate de 320g por R$32,00 (na época).

Hoje em dia, apesar do preço ter subido, continua sendo vantagem comprar várias barras de chocolate invés de apenas um único ovinho de Páscoa. Mas algumas pessoas não pensam desse jeito. Na verdade ignoram. Pagam pela beleza, pela embalagem plastificada com fitinhas douradas. Não quero julgar o jeito como as pessoas movem suas vidas. E é claro que não recusaria se me presenteassem com um desses, não sou mal educada. Só quero deixar claro sobre como eu penso, e qual estilo de vida quero para a minha nova família (eu, meu marido e o bebê). Quero simplicidade. Mais conteúdo. Ninguém precisa se sentir obrigado a me presentear, ou a presentear meu filho. Se o fizerem, que seja por amor e empatia, não por ser Páscoa, Dia das Crianças ou Natal.

Sei que algumas pessoas podem estranhar sobre eu não ter comprado um ovo de Páscoa com surpresinha para o meu bebê. Pois é a tradição, né?! Bom, eu não quero fazer parte disso. E se você parar para pensar, é tão estranho assim não comprar chocolate para o meu bebê de 10 meses que ainda não fala, ainda não pede, e principalmente, não come chocolate?. Algumas pessoas deveriam parar e pensar a respeito.

Eu sei que quando meu filho crescer um pouco há a probabilidade dele começar pedir o que está na moda, o ovo de Páscoa do super herói da vez. E eu não preciso negar sempre. Mas sei também que não dói tanto assim dizer “não” de vez em quando.

Precisamos explicar os por quês de nossos filhos não precisarem de tudo que todos têm. E principalmente, ensinar a nossas crianças o que realmente é importante nessa vida.

O chocolate acaba. A caneca surpresa do Thor quebra. Mas o amor dos nossos entes queridos, as reuniões em família, a diversão de caçar os ovos… momentos bons e simples valem muito mais a pena serem compartilhados. E guardaremos na memória (talvez até em uma fotografia) para a posteridade.

Festas de 1 ano e seus excessos

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Imagem: claudiabartelle.com.br

As pessoas que conheço falam sobre a festa de 1 ano do bebê como se fosse a coisa mais importante do mundo. Estou falando da festa, não do aniversário. E talvez seja mesmo, para elas. Mas não é a mesma coisa para mim.

Meu filho é a coisa mais importante para mim. E comemorar o primeiro ano dele com uma festa num salão para 100 pessoas, ou fazendo uma pequena reunião familiar não mudará o que eu sinto por ele. Mas provavelmente mudará o pensamento das pessoas sobre mim. Honestamente, eu não farei uma festa em um buffet para 100 pessoas. Não precisamos de 100 presentes de pessoas que nem se dão o trabalho de perguntar “e ai, como está o bebê?”. Não precisamos de uma festa com 4 horas de duração, DJ, pula pula e mais de dez opções de salgadinhos.

Sei que muitas das pessoas que conheço e convivo não compartilham da mesma opinião que a minha. A maioria pensa que por ser o primeiro aninho é necessário fazer uma festança. Concordo que temos que comemorar, assim como eu comemoro cada vitória do meu bebê, cada dentinho novo e cada coisa diferente que ele faz ou aprende. Mas comemoro da minha maneira. Confesso que antes de ter um filho eu pensava sim que, “um dia quando eu tivesse um filho eu faria aquela super festa em um buffet com arcos de bolas e animadores de festa”. Mas eu mudei, e não penso mais dessa forma. E eu sei que posso ser taxada como “pão dura” por pensar diferente. Mas quem liga? Eu não.

A questão para mim não é fazer algo para “ter fotos para a posteridade” ou ganhar muitos presentes. Quero meu filho cercado das pessoas que o amam. E principalmente das (poucas) pessoas com quem ele convive.

Eu particularmente, não vejo beleza nos excessos. Não preciso esbanjar o que tenho, muito menos o que não tenho. Não preciso de uma festa que eu precisarei parcelar em 10 vezes. Eu faria uma reunião na minha casa, se eu tivesse a minha própria. Como a realidade é outra, preciso pensar seriamente sobre como, onde e com quem realmente quero comemorar o aniversário do meu filho.

Pois apesar da criança só fazer 1 ano uma vez na vida (como todas as outras idades), há muitas maneiras de tornar essa data memorável. E em nenhuma das minhas opções será necessário gastar rios de dinheiro, ou fazer algo porque eu “tenho que fazer“.

Salvando meu dinheiro!

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Imagem: Pinterest

No final de janeiro eu fiz muitas contas e anotações. Percebi que a maior parte do nosso dinheiro era gasto em coisas que nós não precisamos. Pequenas comprinhas diárias podem parecer pouco para nosso bolso a primeira vista, mas fazem uma grande diferença no final do mês.

Propus a meu marido que começássemos a comprar apenas o essencial. Separamos uma parte do dinheiro para as contas que tínhamos que pagar, outra parte para fazermos algo divertido no carnaval, e outra para emergências e compras realmente necessárias. No mês de fevereiro descobrimos o que precisamos e usamos de verdade. Percebi até mesmo o que meu bebê realmente precisa.

Comecei a anotar todas as nossas compras e gastos, dessa forma pude ver no que especificamente estamos gastando nosso dinheiro.

Em fevereiro começamos a ter controle sobre nossos gastos. Percebi que não preciso de uma pizza a cada final de semana, nem comprar um super lanche a cada ida ao mercado.

No jogo da economia, ou você aprende a guardar dinheiro, ou você acaba gastando tudo.

Rótulos foram feitos para produtos, não para pessoas

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Sabe aquela mania que algumas pessoas tem de julgar sem conhecer? Então, eu tinha essa mania feia. Olhava para a pessoa, e simplesmente não ia com a “cara” dela.

É comum a gente ter essas coisas doidas quando estamos no colegial. Não sabemos nada sobre a vida aos quatorze anos, e nada mais normal que criar aquele pré conceito sobre tudo ao nosso redor. Uma garota que pega geral? Rodada. Um garoto que pega geral? Galinha. Uma garota de cabelo curto? Sapatão. Um garoto tímido? Nerd, provavelmente BV.

E o que isso significa? Bom, não deveria significar nada, afinal cada um segue a vida como quer, não é mesmo? Talvez você faça mais o tipo romântica. Ou talvez você goste de pegar geral, e daí? Isso não significa que você goste de ser rotulada.  Tem gente que não liga, mas também tem gente que fica muito mal por causa de um simples apelido.

Uma garota loira que ama rosa? Eu. Mas algumas pessoas preferiam me rotular como metida e patricinha (as vezes loira do banheiro). Não que eu ligasse muito, nunca fui metida mesmo. Patricinha até OK, mas sem os R$. E por causa das minhas olheiras algumas pessoas me achavam estranha. E naquela época, ser estranha não era um adjetivo OK para mim.

A verdade é que pode parecer legal rotular as pessoas, inventando apelidos engraçadinhos para elas, mas devemos ter mais cuidado, e sermos mais conscientes dos problemas que podemos causar a elas. Pessoas já entraram em depressão por menos.

Invés de “não ir com a cara de alguém”, não seria muito melhor tentar conhecê-lo? Nesse caso é muito melhor arriscar, do que rotular.

Pessoas são muito mais que meras etiquetas. Eu sei que pode ser difícil pensar no próximo quando temos quinze, e estamos naquela fase de só pensarmoa em nós mesmos (e em personagens de livros e e naquela pessoa que não tá nem aí para nós). Mas uma hora temos que crescer. Amadurecemos, repensamos sobre a vida, e sobre tudo a nossa volta. E se arrepender das coisas ruins que causamos à alguém não é nem um pouco vergonhoso, é até libertador. Ou deveria ser desse jeito.

Eu sei também que tem muito adulto por aí com mente de criancinha, que acha que chamar a colega (prima, namorada, irmã, etc.) de gorda ou de burra é só uma brincadeirinha, e que devemos “levar as coisas mais na esportiva”.

Logo eu, que nunca gostei de esportes.

PS: Não seja o adulto sem noção com mente de criancinha.