Como praticar o Minimalismo no Natal

Sem título

O Natal é meu feriado preferido da vida. Hoje em dia o motivo principal de gostar tanto do natal é: a comida. Mas ter a oportunidade de passar o dia com a minha família não perde por muito não, hein 😉 rs.

Quando eu era criança gostava desse dia por causa dos presentes. Com o passar dos anos a quantidade de presentes foram diminuindo. Faz dois anos que não me incomodo com isso. Não me incomodo em não receber presentes, também não me frustro mais de ser presenteada com algo que já tenho ou não preciso, pois não  tenho mais pena de trocar ou doar um presente dado por alguém que gosto. A intenção do presente é mostrar que alguém pensa e se importa com você. Presente dado, e você já tendo agradecido gentilmente (é claro), a função já foi concluída com sucesso.

Mas tem gente que se apega emocionalmente às coisas, com isso acabam enchendo suas casas com bens materiais que não gostam e tradições que não lhes fazem sentido. E pode até parecer que não, mas muitas das coisas que fazemos somente porque é Natal, são feitas no modo automático, porque fomos ensinados desse jeito, porque todos estarão fazendo também.

O minimalismo fala sobre ter menos ao mesmo tempo que fala sobre ter o essencial. Se você gosta de dar presentes, se isso te faz feliz, não há porque parar. O que temos que começar a pensar é se esses presentes são uma forma de demonstrar nosso afeto aos outros ou se se tornaram uma obrigação.

Por essas e outras escrevi a baixo algumas dicas de como conciliar o Minimalismo em uma época atualmente tão focada no consumo excessivo, como o Natal:

Parar com a “obrigatória” troca de presentes

Quantos presentes você recebeu mas não gostou, e foi doado ou direto para o lixo? E provavelmente alguém já deve ter feito o mesmo com os presentes que você deu, que te custaram tempo, energia e dinheiro. Então se você não quer/não pode mais gastar o seu suado dinheiro em coisas, diga! E se você prefere não receber mais coisas nos próximos natais, diga também!

Presentes Minimalistas= Coisas úteis, práticas e essenciais

Se você escolher presentear alguém, por que não preferir coisas úteis? Coisas que você sabe que a pessoa está precisando, ou que você sabe que a pessoa vai usar. E não tem jeito mais fácil de acertar no presente do que perguntando diretamente para a pessoa o que é que ela está precisando. Não fica chato, fica bem mais lógico. Mas não tem problema se quiser manter a surpresa, vai jogando um verde, “stalkea” nas redes sociais, ou busca opiniões de pessoas que conhecem melhor a pessoa.

E eu tenho uma leve impressão de que ninguém recusaria presentes comestíveis. Chocolates, biscoitos amanteigados, panetones, etc. (Mas até para isso você precisa ter uma pequena noção e conhecimento para não dar um chocolate com lactose para um vegano, nem biscoitos com açúcar para um diabético).

Repensar as tradições

Já vi gente aborrecida por ter que montar a árvore de natal. Ou nem um pouco entusiasmada para as comemorações de final de ano, mas embarca novamente nessa porque é o que a maioria faz. E é disso que eu to falando, não faz sentido continuar compactuando com algo que já não faz sentido para você. Tudo bem se você enfeitar sua casa apenas com pisca pisca, e se desfazer de uma arvore de Natal porque não vê graça nisso. Tudo bem fazer churrasco no Natal, ao invés de assar um Peru. Não entra nessa de que não combina, esse é o jeito que a indústria alimentícia encontrou de esvaziar seus estoques de “frangos” e porcos no final do ano.

Tudo bem dizer “não” para o amigo oculto anual da sua família. Não aceite porque todo mundo aceitou.

Repensar o que fazemos no piloto automático é essencial para crescermos como indivíduos.

Aos olhos dos outros podemos acabar parecendo chatos, diferentões ou pão duros, mas esse é o primeiro passo para nos libertarmos da consciência coletiva.

Algumas das tradições que seguimos hoje foram criadas a centenas de anos. Os motivos pelos quais àquelas pessoas faziam aquilo são muito diferentes dos motivos pelos quais as pessoas de hoje continuam a  faze-lo. E se você nem sequer sabe porque faz, pare e pense. Faz sentido para você? Você gosta de manter a tradição ou tem feito por imposição social?

Repense as tradições que pratica, e se for do seu agrado, exclua algumas da sua vida, e ninguém tem nada haver com isso.

Praticar gratidão

Normalmente o final do ano deixa as pessoas mais emotivas. Seja pelo fato de que o 13º chegou e já foi embora (não seja essa pessoa rs), ou porque os feriados fazem com que toda a família se reúna em um único cômodo por mais horas que o costume, não importa, seja grato. Se você gastou seu 13º significa que trabalhou para isso, que não faz parte dos milhões de desempregados no país, seja grato por isso. Seja grato por ter chegado a mais um ano com vida. Seja grato por poder comemorar esse dia com a sua família. Pela saúde daqueles que você ama. Pelo presente que você não precisava, pela roupa que durou mais de um ano e ainda parece nova. Acho que você entendeu o que quero dizer, né?

Estar presente

Essa semana li um post do Joshua, do Becoming Minimalist, onde ele dizia que pessoas são mais importantes que o seu celular. E é exatamente isso que eu vou fazer nesse Natal: guardar meu celular. Estar conscientemente presente em uma conversa familiar. A tecnologia pode esperar, amanhã você ainda poderá ver as fotos que seus artistas preferidos postaram no Instagram. Aquele artigo no seu blog preferido ainda estará disponível no dia seguinte. As pessoas que você ama merecem mais o seu precioso tempo do que os seus aparelhos eletrônicos. As pessoas são mais importantes que o seu celular, então esteja/seja presente.

– Mallu

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