Pasta de dente natural e sem lixo

No Natal do ano passado eu decidi que começaria a cooperar com o meu magnífico planeta Terra e tentaria reduzir os impactos negativos que tenho causado. Depois de muito pesquisar em blogs, e assistir alguns videos decidi começar a fazer minha própria pasta de dente.

VANTAGENS:

  1. Não contém flúor.
  2. Não vem em um tubo de plástico+caixinha de papel.
  3. Os produtos secos podem ser comprados a granel.
  4. É natural
  5. Meu filho de 3 anos pode usar.
  6. Você sabe exatamente o que está colocando na boca, ao contrário das pastas convencionais com mais de uma dezena de ingredientes.
  7. Pode variar no sabor, acrescentando um óleo essencial diferente em cada preparo.

O óleo de coco tem propriedades antifúngicas e anti-inflamatórias. O bicarbonato de sódio, por sua vez, tem duas funções: ele retira através da abrasão a placa dos dentes, reduzindo casos de gengivite e por ser alcalino, cria um ambiente com Ph inadequado para a proliferação das bactérias. Já o xilitol é anticariogênico, ele tem o poder de inibir o crescimento de bactérias, reduzindo a formação de cáries.

Para quem tem receio de usar o bicarbonato, por acha-lo muito abrasivo para o esmalte dos dentes, aqui vai uns links que dizem o contrário:

O bicarbonato é uma boa alternativo de creme dental?

Melhoria da remoção de placa por uso de cremes dentais com bicarbonato

OS INGREDIENTES SÃO:

  • 3 colheres de sopa de óleo de coco
  • 2 colheres de sopa de adoçante natural
  • 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio 

COMO FAZER: Misture tudo em um potinho, sem mistério. Para passar na escova de dente eu uso uma faca infatil de inox, a mesma quantidade quando usava a pasta convencional .

OBSERVAÇÕES:

  • O adoçante é opcional. Assim como pode ser usado outro adoçante também.
  • No meu caso usei o xylitol pois foi o primeiro que encontrei em uma loja a granel. E eu coloquei porque achei muito salgado sem, e dessa forma meu filho também usa.
  • Por causa do Óleo de coco, a consistência da pasta dependerá da temperatura do ambiente em que você vive. Normalmente acima de 25° a pasta vai ficar dura, e abaixo de 25° vai ficar mole. No RJ que quase sempre está bem quente, minha pasta fica muito mole, por isso as vezes deixo na geladeira, e tiro um tempinho antes de usar. Mas como hoje o tempo está entre 22° e 25°, minha pasta se encontra bem consistente.
  • Essa receita é da Casa sem Lixo, e esse post é baseado na receita do blog Um ano Sem Lixo.

Você também pode ver essa receita (em breve outras) e outras dicas lá no meu instagram: @mallutelles

– Mallu

Como não fazer compras impulsivas totalmente desnecessárias

Ilustração, de, pessoas, diariamente, vida

A ansiedade é o meu gatilho para fazer compras impulsivas. Infelizmente só tive consciência disso em novembro do ano passado.

Para o aniversário do meu esposo, comprei algo que ele estava precisando, mas tinha que manter em segredo por alguns dias, pois queria que fosse surpresa. Fiquei muito ansiosa, e navegando pelas lojas online caí na cilada das liquidações. Decidi comprar outro presente, uma blusa para ele e outra para mim (o que não fazia nenhum sentido, pois o aniversário não era meu. E eu não estava precisando desesperadamente de mais uma camiseta do Game of Thrones).

Conclusão: Me arrependi das duas compras. 1. Porque ele não gostou da blusa dele, e a minha ficou grande demais. 2. Perdemos dois sábados em shoppings para trocar as compras por outras coisas.

Imagino que muitas pessoas tenham o mesmo problema que eu, de comprar por impulso, por isso decidi registrar aqui minhas técnicas para evitar me arrepender profundamente, e tentar consumir de uma forma consciente:

1. FAÇA UMA LISTA DE DESEJOS

Separe por categoria, ou coloque tudo junto. Mas anote TUDO que quiser comprar esse mês ou ano. E MANTENHA SEMPRE A LISTA POR PERTO, seja em uma folha de papel ou no celular. Assim toda vez que se ver diante de um caixa ou quase finalizando a compra em um site você olha para sua lista e vê se AQUILO já estava nos seus planos. Se estiver, que ótimo! Se não, é uma questão a se pensar com mais calma, não acha?

2. BLOQUEIE ANÚNCIOS NAS REDES SOCIAIS

E mesmo que você não tenha redes sociais já deve ter dado de cara com umas propagandas em um site ou blog que estava lendo, né? Os anúncios estão por toda parte, e é claro que o Google está de olho em tudo que a gente pesquisa, e em um dia qualquer TCHARAM tem vários anúncios de livros infantis aparecendo em tudo que é página que abro. Só pode ser um sinal do destino que justo esse livro que eu tanto queria está com %10 de desconto, e se eu levar mais dois o terceiro sai de graça, oba! eu nem tava querendo outros mas acho que vou fazer um belo negócio….

Será MESMO???

Aqui usamos o aplicativo Adblock Plus, ajuda bastante, mas os anúncios ainda eram muito inconvenientes no Facebook, então exclui minha conta nessa rede social.

Personagens de pessoas segurando a ilustração de ícones de compras

3. FIQUE LONGE DE LIQUIDAÇÕES

‘Compre 3 pague 2″, “Tudo por até 70% de desconto”. Quem nunca entrou em uma loja em liquidação e acabou levando para casa coisas que não precisava/gastando o dinheiro que não tinha? As ofertas são boas para quem quer garimpar o que já estava de olho há um tempão, para comprar algo de qualidade por um valor mais baixo. Então se policie! Sempre se pergunte: “EU COMPRARIA ISSO SE NÃO ESTIVESSE EM PROMOÇÃO?”.

4. EVITE O EFEITO MANADA

As liquidações são o principal motivo desse efeito. Todo mundo ta querendo aproveitar os preços baixos, e por isso a loja está lotada, e o site está dando erro. Nem sempre significa que é uma oferta ou produto imperdível, dificilmente é. Não é porque a loja está cheia que tem algo ali que vale o seu suado dinheiro. Não é porque está todo mundo falando, postando e comprando que você precisa disso também. Talvez você até escolha comprar também, mas esse não deveria ser seu único motivo para fazê-lo.

5. EVITE SOFRER PRESSÃO PSICOLÓGICA

Eu queria muito um exemplar de O Senhor dos Anéis. Mas é um livro MUITO caro, atualmente tem sites vendendo por mais de R$200,00. Então foi muito legal entrar no site e ver que o box de O Senhor dos Anéis+A Guerra dos Tronos estava por apenas R$36,00 (você basicamente leva o primeiro de graça). Mas nossa senhora, foi apavorante quando eu li “resta apenas um item”. Respirei profundamente. E é claro que eu comprei. Foi uma compra impulsiva, é verdade, e valeu a pena.

Personagem de um casal segurando uma nova ilustração da mensagem

Mas não foi isso que aconteceu mês passado quando queria comprar um Oxford marrom na dafiti e acabei levando também um mocassim preto só pela pressão do “Temos apenas mais um no estoque”. Eu achei o sapato bonito, e queria um sapato preto, mas não precisava DAQUELE mocassim preto NAQUELE MOMENTO. CONCLUSÃO: Ficou apertado, o que eu já desconfiava que iria acontecer pelas fotos ilustrativas. Perdi uma manhã no correios devolvendo um produto que eu sabia desde o início que não devia ter comprado.

6. DESCADASTRE-SE DE LOJAS ONLINE

Não basta eles te encherem o saco aparecendo o tempo todo no meio da leitura de um artigo importante, ainda enchem sua caixa de entrada com todas as novidades, “você não pode perder essa oferta”, etc etc.

Se você precisar de algo da tal loja é só você entrar no site, e pronto. Não precisa ver ofertas todos os dias no seu email de coisas que talvez você esteja precisando.

7. DESCUBRA SEU GATILHO PARA COMPRAS IMPULSIVAS

Você sempre faz isso em algum momento especifico, como datas comemorativas ou idas ao shopping? É porque está sobrecarregada, ansiosa, estressada, com fome? É quando você sai com certa pessoa, ou quando passeia sozinha? Descubra a raiz do problema, assim você já estará um passo a frente quando se ver na mesma situação. Quando fico ansiosa por algum compromisso/evento evito entrar em lojas online, evito pesquisar coisas para comprar, é nessas horas que meus livros físicos me ajudam.

Ilustração de personagem de uma pintura de mulher

8. ENCONTRE ALGO QUE GOSTE DE FAZER PARA EVITAR COMPRAR POR TÉDIO

Ler, desenhar, fazer yoga, dormir, cozinhar, destralhar, organizar, assistir um filme, qualquer coisa que desperte alegria, para tirar seu foco da (des)necessidade de comprar algo novo só por comprar.

9. A REGRA DOS 30

Gostou de algo, mas não tem certeza se deve comprar/ ficou bom em você/ vai ser necessário? INSPIRA, EXPIRA! Feche o site ou saia da loja. Se daqui a 30 dias você ainda quiser comprar aquilo, compre!

Grupo de pessoas segurando ícones de ponto de interrogação

10. PERGUNTE A SI MESMO EM VOZ ALTA

“Eu preciso disso AGORA?”

“Eu tenho dinheiro para isso AGORA?”

Talvez te achem meio estranho, caso esteja em uma loja, mas seu bolso vai agradecer muito por isso mais tarde.

11. MAIS DINHEIRO, MENOS CARTÃO

Parece que dói mais no bolso quando usamos notas de dinheiro, e por isso mesmo as pessoas acabam escolhendo na maioria das vezes passar o cartão . Eu tento sempre usar as notas ao invés de cartão de crédito ou débito (que apesar de sair direto da conta, parece que não dói tanto no bolso no momento, só após conferir o extrato rs).

E vou te falar, é muito bom não ter que se preocupar com a próxima fatura do cartão.

Uma vez fizemos compras no supermercado com o cartão, depois disso nunca mais, porque ninguém merece pagar por algo que já foi consumido há 30 dias atrás.

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O que ficar longe de casa por um mês me ensinou:

foto: urbanarts.com.br

 No final de Janeiro fomos “morar” por uns dias na casa da minha avó. Quase um mês na verdade, até conseguirmos resolver um problema em casa. Coloquei algumas roupas em uma mala, comida que comprei na semana em uma eco-bag, e mais algumas tranqueiras em outra bolsa e mochila. Pensei ter posto apenas o necessário para passar algumas semanas. Para mim: Shampoo, condicionador, creme hidratante, maquiagem, chinelo e sapatilha, um livro, celular, algumas blusas, shorts, itens de higiene pessoal e roupas intimas…. UFA, e sem contar as coisas do filho e marido (que levou menos de 10 peças de roupa, mas que achou extremamente essencial levar o computador e console. Prioridades, amigos).

Com o passar dos dias percebi que havia levado coisas demais para mim. Que não precisava de metade daquilo. Na semana seguinte passamos em casa e dei uma boa olhada em tudo que tinha no guarda roupas, cômoda do “bebê”, dentro do baú da cama…. Enchi duas ecobags e minha mochila com itens desnecessários para mim, e levei de volta a casa da minha avó, pois uma das irmãs dela doa essas coisas para a igreja que frequenta. PS: Algumas coisas podem não fazer mais sentido para nós, mas podem ser necessários para outras pessoas.

O mais interessante dessa experiência foi que (além de passar todo o tempo com a minha avó) eu pude ter a verdadeira noção do que era essencial para mim e do que realmente amava, e me libertar de todo o resto (Achei que já soubesse disso, estava enganada!). As vezes passar por dificuldades nos torna mais fortes e criteriosos com o que queremos em nossas vidas.

Apesar de estar nesse caminho de viver com menos há três anos, tenho cometido muitos erros e compras impulsivas [Sou humana] . Percebi também que o essencial muda conforme crescemos fisiologicamente e mentalmente. E nesse ano decidi mudar alguns dos meus hábitos, consumir mais conscientemente, não comprar roupas, comprar comida em feiras orgânicas, comer mais vegetais e menos carne, colocar cada vez menos substancias nocivas na minha pele, e tenho certeza que essa experiencia fora de casa me ajudou a ter mais clareza e foco nos meus objetivos.

– Mallu

Como praticar o Minimalismo no Natal

Sem título

O Natal é meu feriado preferido da vida. Hoje em dia o motivo principal de gostar tanto do natal é: a comida. Mas ter a oportunidade de passar o dia com a minha família não perde por muito não, hein 😉 rs.

Quando eu era criança gostava desse dia por causa dos presentes. Com o passar dos anos a quantidade de presentes foram diminuindo. Faz dois anos que não me incomodo com isso. Não me incomodo em não receber presentes, também não me frustro mais de ser presenteada com algo que já tenho ou não preciso, pois não  tenho mais pena de trocar ou doar um presente dado por alguém que gosto. A intenção do presente é mostrar que alguém pensa e se importa com você. Presente dado, e você já tendo agradecido gentilmente (é claro), a função já foi concluída com sucesso.

Mas tem gente que se apega emocionalmente às coisas, com isso acabam enchendo suas casas com bens materiais que não gostam e tradições que não lhes fazem sentido. E pode até parecer que não, mas muitas das coisas que fazemos somente porque é Natal, são feitas no modo automático, porque fomos ensinados desse jeito, porque todos estarão fazendo também.

O minimalismo fala sobre ter menos ao mesmo tempo que fala sobre ter o essencial. Se você gosta de dar presentes, se isso te faz feliz, não há porque parar. O que temos que começar a pensar é se esses presentes são uma forma de demonstrar nosso afeto aos outros ou se se tornaram uma obrigação.

Por essas e outras escrevi a baixo algumas dicas de como conciliar o Minimalismo em uma época atualmente tão focada no consumo excessivo, como o Natal:

Parar com a “obrigatória” troca de presentes

Quantos presentes você recebeu mas não gostou, e foi doado ou direto para o lixo? E provavelmente alguém já deve ter feito o mesmo com os presentes que você deu, que te custaram tempo, energia e dinheiro. Então se você não quer/não pode mais gastar o seu suado dinheiro em coisas, diga! E se você prefere não receber mais coisas nos próximos natais, diga também!

Presentes Minimalistas= Coisas úteis, práticas e essenciais

Se você escolher presentear alguém, por que não preferir coisas úteis? Coisas que você sabe que a pessoa está precisando, ou que você sabe que a pessoa vai usar. E não tem jeito mais fácil de acertar no presente do que perguntando diretamente para a pessoa o que é que ela está precisando. Não fica chato, fica bem mais lógico. Mas não tem problema se quiser manter a surpresa, vai jogando um verde, “stalkea” nas redes sociais, ou busca opiniões de pessoas que conhecem melhor a pessoa.

E eu tenho uma leve impressão de que ninguém recusaria presentes comestíveis. Chocolates, biscoitos amanteigados, panetones, etc. (Mas até para isso você precisa ter uma pequena noção e conhecimento para não dar um chocolate com lactose para um vegano, nem biscoitos com açúcar para um diabético).

Repensar as tradições

Já vi gente aborrecida por ter que montar a árvore de natal. Ou nem um pouco entusiasmada para as comemorações de final de ano, mas embarca novamente nessa porque é o que a maioria faz. E é disso que eu to falando, não faz sentido continuar compactuando com algo que já não faz sentido para você. Tudo bem se você enfeitar sua casa apenas com pisca pisca, e se desfazer de uma arvore de Natal porque não vê graça nisso. Tudo bem fazer churrasco no Natal, ao invés de assar um Peru. Não entra nessa de que não combina, esse é o jeito que a indústria alimentícia encontrou de esvaziar seus estoques de “frangos” e porcos no final do ano.

Tudo bem dizer “não” para o amigo oculto anual da sua família. Não aceite porque todo mundo aceitou.

Repensar o que fazemos no piloto automático é essencial para crescermos como indivíduos.

Aos olhos dos outros podemos acabar parecendo chatos, diferentões ou pão duros, mas esse é o primeiro passo para nos libertarmos da consciência coletiva.

Algumas das tradições que seguimos hoje foram criadas a centenas de anos. Os motivos pelos quais àquelas pessoas faziam aquilo são muito diferentes dos motivos pelos quais as pessoas de hoje continuam a  faze-lo. E se você nem sequer sabe porque faz, pare e pense. Faz sentido para você? Você gosta de manter a tradição ou tem feito por imposição social?

Repense as tradições que pratica, e se for do seu agrado, exclua algumas da sua vida, e ninguém tem nada haver com isso.

Praticar gratidão

Normalmente o final do ano deixa as pessoas mais emotivas. Seja pelo fato de que o 13º chegou e já foi embora (não seja essa pessoa rs), ou porque os feriados fazem com que toda a família se reúna em um único cômodo por mais horas que o costume, não importa, seja grato. Se você gastou seu 13º significa que trabalhou para isso, que não faz parte dos milhões de desempregados no país, seja grato por isso. Seja grato por ter chegado a mais um ano com vida. Seja grato por poder comemorar esse dia com a sua família. Pela saúde daqueles que você ama. Pelo presente que você não precisava, pela roupa que durou mais de um ano e ainda parece nova. Acho que você entendeu o que quero dizer, né?

Estar presente

Essa semana li um post do Joshua, do Becoming Minimalist, onde ele dizia que pessoas são mais importantes que o seu celular. E é exatamente isso que eu vou fazer nesse Natal: guardar meu celular. Estar conscientemente presente em uma conversa familiar. A tecnologia pode esperar, amanhã você ainda poderá ver as fotos que seus artistas preferidos postaram no Instagram. Aquele artigo no seu blog preferido ainda estará disponível no dia seguinte. As pessoas que você ama merecem mais o seu precioso tempo do que os seus aparelhos eletrônicos. As pessoas são mais importantes que o seu celular, então esteja/seja presente.

– Mallu

ENXOVAL DO BEBÊ COM APENAS 16 ITENS!

Em 2017 fiz um post sobre o enxoval minimalista que “montei” para o meu filho, que você pode conferir aqui. Como eu ganhei muitas coisas, tanto usadas quanto novas, tentei usar tudo. Também comprei e pedi algumas coisas, que logo me arrependi, que você pode conferir aqui. E levando em consideração a experiencia que tive ao longo de mais de dois anos, eu teria feito muita coisa diferente. Não teria gastado dinheiro em itens dispensáveis, e teria sim dispensado certos presentes.

Sem mais delongas, abaixo você confere a lista do enxoval bem enxuto que eu consideraria ideal:

1. Body

de sete a dez unidades

2. Calça

de sete a dez unidades

3. Macacão

de sete a dez unidades

4. Meias

Seis unidades (são facílimas de lavar, rápidas de secar, e usei também como luva nas primeiras semanas.)

5. Touca

uma só.

6. Mantas

Uma quentinha e outra leve.

7. Pano de boca

de sete a dez

8. Toalha de banho de “adulto”

duas toalhas grandes (pois foi desperdício de dinheiro comprar toalhas pequenas só para ter que trocar por maiores quando a criança cresceu)

9. Banheira

Colocava no chão do box do banheiro mesmo.

10. Sabonete líquido 2 em 1

custo x benefício. Um produto, duas utilidades.

11. Tesoura sem ponta

12. Fralda

Só usei descartável. E te aconselho a fazer um chá de fralda 😉

13. Pomada de tratamento

Se puder dispensar isso, dispense. Falei sobre isso aqui. Infelizmente eu preciso desse item. Compro uma pomada por vez.

14. Trocador portátil

Trocava em cima da cama, e levava para passeios.

15. Carrinho de passeio

Esse item usamos desde os 2 meses do meu filho até hoje. Já serviu muitas vezes de “cama” em festas e na casa de familiares.

16. Mochila

Uma mochila bem resistente e cheia de compartimentos, que até hoje eu levo para cima e para baixo (antes muito usada para a consulta ao pediatra,  hoje também usada para carregar as compras que faço no mercado 😉

 

Alguns podem achar que eu esqueci de mencionar alguns itens, mas não é esse o caso.

Ganhei mas dispensei o berço, pois fiz cama compartilhada. Peguei emprestado o bebe conforto da minha cunhada, mas só usei para deixar meu filho seguro enquanto tinha que fazer alguma coisa, não pagaria por um pois não tenho carro. Eu até fiquei tentada em listar um Sling, que com certeza é um item indispensável para muitas famílias, mas como nunca usei um não posso ter certeza se seria essencial para mim.

O legal do minimalismo é que com o tempo cada pessoa vai descobrir os seus essenciais, o que faz sentido para ela de acordo com seu estilo de vida.

Mas se eu tivesse a oportunidade de vivenciar tudo outra vez, começaria desse jeito aí. E tenho certeza de que não precisaria de muito mais do que isso ao longo do tempo.

-Mallu

Destralhando um guarda-roupa infantil: como eu faço para manter apenas o essencial

Inspiração para guardar as roupinhas de uma maneira diferente. Assim, elas participam da decoração do ambiente! Não é uma fofura? <3

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Crianças crescem muito rapidamente. Em um momento todas as roupinhas com etiqueta RN estão largas, e num piscar de olhos, você já precisa fazer uma reposição de roupas. Se pretende ter mais filhos é provável que queira guardar algumas das roupas em bom estado. De qualquer forma é bom tirar essas roupas de circulação. Guardá-las em caixas, para não causar confusão. Dessa forma terá uma ideia da quantidade de peças que restou para a criança atual, assim terá uma noção da quantidade de roupas que precisará repor.

Por experiência própria, a cada reposição, eu me sinto mais expert em organizar as gavetas da cômoda do meu filho. Fico atenta para não preencher todos os espaços vagos, e  quando as gavetas parecerem cheias demais eu sei que é hora de fazer um destralhe. Algumas mães podem achar bom ter roupas extras para “o caso de”. Porque talvez chova hoje, ou talvez a criança precise trocar de roupa 3 vezes ao dia porque insiste em brincar na lama. Mas precisamos ser realistas, há um número que mesmo nesses dias agitados, não é possível ultrapassar. Por mais bagunceira que a criança seja, se você lava as roupas mais do que uma vez por semana porque precisaria, por exemplo, de 20 blusas de manga curta? E será que ela realmente usa todas as blusas que têm (regatas, blusas de manga curta e manga comprida), ou as peças no fundo da gaveta estão sendo esquecidas?

De meses em meses eu dou uma boa olhada nas duas gavetas de roupas do meu filho e é dessa forma que decido o que manter, o que doar/vender, e o que jogar fora:

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foto: out/2018. Da esquerda para direita: regatas, manga curta e comprida, shorts.

1. Separo por categorias:

Tiro todas as roupas da gaveta e junto às pecas da mesma categoria em pequenas pilhas. Assim dá para ter uma noção do que tem de mais e o que está faltando.

2. Está em bom estado? Dá para consertar?

Eu não gosto de vestir roupas rasgadas, furadas, manchadas, então porque meu filho gostaria? Não acho que ele se importe de todo jeito. Poucas foram as roupas manchadas que um balde com água e sabão não conseguiram salvar. Se aparece um furinho na roupa e dá para consertar, eu costuro. Se não tem jeito de tirar uma mancha, eu mantenho como “roupa de ficar em casa” até não caber mais, mas se eu vejo que ele pode se virar bem sem aquela peça específica eu simplesmente desapego.

3. Ainda cabe?

Por motivos de: crescer rápido demais, eu sempre compro roupas que ele poderá usar por mais de um ano. Assim eu não preciso comprar roupas com tanta frequência. Na verdade nem lembro qual foi a última peça que comprei. De qualquer forma, minha mãe sempre compra roupa para ele, e imagino que todas serão usadas por bem mais que um ano.

4. É confortável?

Para mim conforto é muito mais importante que beleza. Então eu despenso roupas com tecidos duros e com nenhuma elasticidade. Já comprei peças apenas por serem bonitas pela internet ou para certa ocasião, e por não serem muito confortáveis foram usadas pouquíssimas vezes, ou nunca.

E como diz Nathalia Arcuri: Roupa parada no armário, é dinheiro jogado no lixo.

Então tenho dado mais valor ao meu dinheiro e preferido as peças 100% algodão.

5. Doar/Vender ou jogar no lixo?

Exemplos:

As roupas em bom estado mas que talvez tenham pequenos defeitos podem ser doadas. Doadas para um conhecido, para um desconhecido em um grupo de desapego ou em uma instituição de caridade.

As roupas em ótimo estado que não cabem ou não são confortáveis podem ser doadas ou vendidas. Vendidas em grupos de desapego, brechós ou sites na internet como OLX e enjoei. Eu tenho usado bastante a ferramenta marketplace do Facebook, para ganhar uma graninha com os desapegos do meu filho (incluindo sapatos e outros itens de enxoval do bebê que não uso mais).

E as roupas que não tem jeito em tese iriam para o lixo. Mas isso nunca aconteceu, pois sempre arrumei um jeito rs.

6. Agora é só guardar o que restou e apreciar os espaços de sobra!

De vez em quando eu tenho uma falsa impressão de que agora ele não vai ter quase nada para vestir. As vezes isso acontece porque realmente ele cresceu bastante nesse ultimo ano, em outras vezes é só por costume de ver a gaveta quase sempre cheia.

Se realmente preciso repor alguma peça, anoto em uma lista para comprar quando surgir uma promoção no site da Renner ou Riachuello (essas são as fast-fashion que eu mais compro roupas, acho que tem um ótimo custo x beneficio, já que a maioria das peças que ele tem são usadas por volta de uns 2 anos seguidos). E pronto.

Destralhe concluído com sucesso!

– Mallu

Um problema sobre a busca por menos

Com o minimalismo, veio a promessa de uma vida livre, leve e solta do consumismo. Mas nem todos estão prontos para soltar suas amarras do consumo excessivo. Para os adeptos, e até para aqueles que tem certo interesse no minimalismo, com o passar do tempo destralhar se torna uma constante em suas vidas, algo normal. Eu gosto de dizer que gosto de desapegar.

Mas o problema é quando a busca por mais é substituída pela incessante busca por menos.

O destralhe é apenas um meio, para uma vida minimizada, para uma vida com propósito.

A maioria, e eu me incluo nessa, começa o destralhe com o pensamento de eliminar tudo o que não serve, gostamos ou precisamos. Mas o inverso faz muito mais sentido: encolher cuidadosamente o que queremos manter, quais coisas não queremos viver sem. Enquanto não focarmos no que escolhemos manter, a sensação de “ainda há mais para desapegar” não irá desaparecer.

No minimalismo não tem uma linha de chegada. Você não destralha sua casa toda e quando acaba vive feliz para sempre em um lar sem desordem. Não é assim. O minimalismo é continuo, e o destralhe nunca para, porque não paramos de consumir. Seja uma embalagem de pizza, ou uma nota fiscal, principalmente as notas fiscais, nossa como elas se multiplicam tão rápido! É certo que ter muitas coisas não traz felicidade, mas ser um extremo minimalista não parece a solução mais adequada também. E apesar do minimalismo instigar a busca por uma vida mais simples, consequentemente com menos coisas, medir nosso sucesso pelo numero de coisas que temos, ou descartamos não é a resposta. É uma armadilha.

Por um período eu fiquei neurótica. Eu me importei demais com quantidade, e quanto menos melhor. E quando não tinha nada mais que eu quisesse me desfazer, fiquei meio sem rumo, sabe. E para que isso não aconteça novamente, eu anotei o motivo por eu ter escolhido uma vida com menos. O meu motivo talvez seja totalmente diferente do seu, isso não importa. O importante é se lembrar constantemente do porque decidiu trilhar esse caminho, para que não acabe se deparando sem querer com um quarto vazio, ou se arrependendo de ter vendido o livro Querido John, de Nicholas Sparks, como eu me arrependi.

E por isso é importante lembrar que o minimalismo não é somente sobre ter menos, mas também sobre ter o essencial. Não existe regras, nem números. É sobre o que você precisa, é sobre o que você quer. E o meu essencial pode ser completamente diferente do seu.

Talvez você decida que viver com apenas quatro pares de sapato é o ideal para você, mas eu preferi expandir a minha coleção de sapatos. Talvez você decida ler apenas livros digitais, ou prefira manter sua estante recheada de livros impressos (e com um pouco de vergonha e ao mesmo tempo sem culpa nenhuma, te digo que a minha coleção de livros também está maior do que quando a registrei aqui) porque percebeu que o cheiro de livros te faz muito feliz.

Hoje eu sei que não preciso doar ou vender todas as coisas que não usei em seis meses só porque alguém disse que esse é o melhor método de destralhe. Você não precisa desapegar do seu par de tênis velho se ele é o seu preferido,  ou de algo que usa apenas de enfeite mas que ama. E não precisa se sentir menos minimalista que a fulana porque não consegue pôr todas as suas coisas em uma mala de 20kg.

A pergunta que não quer calar é: De todas as coisas que você ainda têm, quais delas são suas preferidas, quais você decidiu especificamente manter?

– Mallu

Não deixe os brinquedos dominarem a sua casa!

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Se você tem filhos pequenos, provavelmente também deve se perguntar vez ou outra como seus brinquedos conseguem se multiplicar tão rápido? Em um dia, a criança têm 5 brinquedos, no outro, os brinquedos se reproduziram assexualmente e estão dominando o chão do quarto!

Há um ano atrás eu separei a última gaveta da cômoda dele para guardar apenas brinquedos. Mas semana passada eu percebi que não só a gaveta estava lotada, como também havia brinquedos em uma caixa no “maleiro” do meu armário, e duas caixas de papelão esquecidas no baú da cama.

Apesar dos brinquedos não dominarem o meu chão  a maior parte do tempo, porque antes dos 2 anos eu ensinei meu filho a guardá-los em seus devidos lugares (nem sempre quer guardar, mas fica tudo sob controle kk), seus brinquedos já estavam ocupando mais do que o espaço previsto para isso.

E agora vai uma confissão de mãe: Alguns dos brinquedos ele ainda tinha porque eu não conseguia desapegar deles.

Então nessa semana selecionei os brinquedos menos ou nunca usados e perguntei ao meu filho se ele gostaria de doar certos brinquedos para o bebê (que não é nenhum bebê especifico) que não tem brinquedo algum. Depois de alguns sim e não, enchi uma sacola de supermercado. Os brinquedos que ele não brinca mais serão doados para a igreja da tia da minha mãe.

Se seu filho tem uma pilha de brinquedos que não brinca, mas insiste em manter todos, você tem duas opções:
  1. Se desfazer das coisas enquanto ele não estiver olhando .
  2. Incluir a criança no destralhe.

Quando a criança é pequena, a primeira opção é a mais lógica. Os pais decidem o que manter e o que doar. Brinquedos raramente usados não fazem falta, principalmente para crianças muito pequenas.

A partir dos 2 anos fica mais fácil saber quais brinquedos são os preferidos da criança. E talvez até a própria criança consiga dizer isso claramente. Então é legal contar com a participação dela nessa tarefa. Pode ser um desafio, sim. Para delimitar a quantidade de itens para manter você pode pegar uma caixa, um baú, etc, e dizer a criança que ela só poderá ficar com os brinquedos que couberem ali dentro. Se a caixa transbordar, é hora de doar algo.

Pode ser que na hora a criança não queira se desfazer de nada. Mas converse, explique que ela não precisa de tanto. Que os brinquedos que ela não brinca podem fazer outras crianças felizes, crianças que não tem nada para brincar. Eu aposto que você vai se surpreender com a generosidade do seu pequeno.

-Mallu

Morando com acumuladores

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É claro que seria maravilhoso se todos simplesmente abraçassem a nossa causa, e escolhessem viver com menos. Mas a realidade não é essa, é?

Eu gostaria de poder te dar uma fórmula mágica para essa situação, tipo “faça isso que a bagunça some” rs, mas infelizmente isso não existe. Porém acho que sempre pode haver algo a ser feito para lidar com acumuladores, principalmente se eles moram na sua casa. Ou se você mora na casa deles.

  • Se você mora com acumuladores, mas não é o dono (ou o único dono) da casa:

O melhor que pode fazer é dar o exemplo, fazer com que eles vejam os benefícios de viver uma vida com menos coisas. Mesmo assim algumas pessoas simplesmente pensam diferente de você, e não estão nem aí para os benefícios, só querem mesmo é ter o maximo de coisas possíveis, e tudo bem, vida que segue. O melhor para você talvez fosse pegar suas coisas e ir para o mais longe possível dessas tralhas que não são suas, mas nem sempre temos oportunidade para tal coisa. O que me leva à…

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A segunda abordagem é: fechar seus olhos.

Isso mesmo, você pode fechar seus olhos para algumas coisas, principalmente para a bagunça que não pertence a você por direito. Por exemplo, se o quarto (ou cômoda, gaveta, prateleira, o que for) de alguém que mora com você está o maior caos e você não suporta aquela visão, simplesmente não olhe! Faça do seu local (seu quarto, seu lado, sua cômoda) um santuário, e esqueça todo o resto que não lhe pertence.  Isso não vai mudar a bagunça que se acumula naquele outro espaço, mas é a melhor coisa que você pode fazer para evitar discussões e estresse.

Mas sempre tente dialogar primeiro! Se não funcionar, dê o exemplo!
Se não funcionar, ai você já sabe: feche os olhos para o que te causa desconforto visual. 

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  • Agora, se você é a autoridade no seu lar (ou divide essa autoridade apenas com seu conjugue):

Se o problema é o quarto do seu filho, eu diria que o sucesso da situação é quase certo. Você pode conversar e convencê-lo a fazer um destralhe. Falar com um adolescente talvez seja mais complicado que com uma criança, não posso afirmar sobre isso, mas acho que em se tratando de nossos filhos pequenos nós temos (ou podemos ter  se quisermos) o controle da situação, o que não é possível morando com irmãos, pais,tios, primos, sogros, amigos, etc.

Se o outro lado no seu relacionamento amoroso for o problema, talvez também não seja tão complicado tentar persuadí-lo. No meu caso, o meu namorado sempre foi 0% apegado a tralhas (os eletrônicos são seu calcanhar de Aquiles, mas esses pelo menos tem alguma utilidade). Mesmo assim, de vez em quando eu gosto de sonda-lo sobre só estar usando certa camiseta, e deixando todas as outras de lado. Afinal, se ele não usa as outras, está apenas mantendo-as para “o caso de”, e ocupando espaço a toa. Isso faz com que ele perceba que “verdade, eu acabo esquecendo as outras porque ficam na parte de trás da gaveta” ou “verdade, vou doar aquela ali, eu não uso há meses”. As vezes eu sou repreendida com um “deixa minhas camisetas em paz”, mas dificilmente.

O problema, que não é um problema e sim uma condição inevitável, sobre viver com outra(as) pessoa(as) é que [por mais sensato que seja aderir ao minimalismo] nós não podemos forçar ninguém a pensar como nós. Damos o exemplo, um puxãozinho de orelha aqui, outro ali, e quem sabe quando menos esperarmos o aprendiz-de-acumulador esteja dando alguns passos em direção a liberdade material. Assim transformando não só a sua, mas principalmente a dele(a), em uma vida muito mais leve e sem estresse! Isso pode até não acontecer, mas como vamos saber se nunca tentarmos?

– Mallu