Maternidade

Sobre saudade e uma pitada de alívio

 

baby-on-shoulder_49887238.jpg
Peguei a foto de um site, mas estava sem os créditos.

Outro dia eu encontrei umas fotos do meu filho recém nascido no meu colo, em uma pasta escondida no meu telefone. Então comecei a pensar, pela vigésima vez, o quanto o tempo passa rápido. Como seria se eu pudesse viver os primeiros meses da vida dele novamente, e o quanto eu gostaria disso.

Falei isso com o papai e ele me lembrou que: ” Você tá doida?. O Dante engasgava direto com o leite. Golfava o tempo todo. A gente nem dormia direito. Eu acordava o tempo todo pra ver se ele estava respirando. Quanto maior ele fica, melhor. Tudo fica mais fácil”.

E não é que eu tinha me esquecido dessas coisas?

Quando eu olho para aquelas fotos, eu só vejo a parte boa. O momento em que ele adormece no meu colo. Não importa se ele ficou 1h mamando no meu peito, nem se ele acordou 5 minutos depois chorando com cólica. Só o que eu guardei foi a parte boa. Normalmente é isso mesmo que a gente sempre faz. Tentamos esquecer ou jogar os traumas e dificuldades de lado. Ver sempre o lado bom das coisas.

A maternidade não é nem de longe um mar de rosas. É realmente bem complicado no início. E a gente só acha que vai ficando mais fácil porque agora (no nosso caso, 1 ano e 4 meses depois) já estamos acostumados com os contratempos da vida, e já passamos pelo pior (os 3 primeiros meses de vida, resfriados, cólicas, etc).
Agora o Dante está na fase de não aceitar o “não”, e quando o escuta, chora como se tivesse sido espancado, coitado. É bem chato, admito. Apesar de parecer mais fácil as vezes, toda fase é complicada a sua maneira. Cuidar, proteger, educar… Exige demais da gente, seja física ou mentalmente. Hora ou outra ficamos exaustos. Queremos largar tudo e fugir para as colinas. Mas na maior parte do tempo a gente fica é reclamando do tanto que o Sr. tempo é veloz. E de como gostaríamos de poder voltar atrás, e fazer tudo de novo.
Mas ninguém quer ver o filho se engasgando pela 20° vez no dia com leite materno. Ninguém quer ficar acordado de madrugada com o bebê no colo porque ele não consegue dormir, está com dor ou nariz entupido.

Bom mesmo seria poder reviver apenas os bons momentos. Mas como ainda não estamos tão avançados tecnologicamente para viajar no tempo, só o que nos resta é aceitar que o tempo voa mesmo, e tentar aproveitar cada momento como se fosse o último (provavelmente é). Porque depois que o momento passar, tudo que nos restará é a saudade. E talvez até um certo alívio, por saber que as partes ruins também já ficaram para trás.

E para aqueles que não apenas imaginam, mas decidem passar por tudo outra vez, vivenciando a maternidade duas ou mais vezes: meus parabéns! Tem que ter muita força de vontade e coragem (e uma pitada de loucura, claro)!.

Maternidade

A beleza está nos olhos de quem a vê

22139976_523053751368497_1590926819_o
Ignore a baixa qualidade da foto. Tiro fotos com a câmera frontal do celular (a traseira esse pequeno aí conseguiu embassar, e até hoje não levei para consertar). Vida segue..
Na foto acima o Dante está analisando minuciosamente um pregador lilás.

Essa cena me deixou intrigada.
O que será que se passa na cabeça de um serzinho tão pequeno? Será que seus pensamentos são igualmente confusos como sua fala, ou fazem total sentido? O que será que ele pensa sobre esse objeto? Gosta da cor, sabe para que serve?. São tantas perguntas sem respostas. Mas de uma coisa eu tenho certeza:
Ele, sempre tão observador, consegue enxergar beleza nas pequenas coisas.
Coisas simples como um pregador viram preciosidades para ele. São seus tesouros, invisíveis aos olhos dos adultos distraídos.

Dante, esse pequeno ser pensante, me instigou a ser mais observadora. A parar, refletir e admirar as coisas a minha volta.
Sem querer, ele tem me ensinado grandes lições. E eu achando que deveria ser sempre o contrário… Ele tem me ensinado o real valor das coisas, que tudo tem seu valor, independente do tamanho, peso, cor, gênero, etc. E que por mais insignificante que algo pareça aos olhos dos outros, sempre terá alguém cuidadoso o bastante para perceber (e admirar) a sua importância.

– Mallu
Cotidiano

AH se a vida real fosse tão bonita quanto o feed daquele instagram…

Processed with VSCO with a7 preset

*Atenção: Abaixo você confere o desabafo de uma mãe adolescente, no caso, eu. Se eu tivesse dinheiro buscaria ajuda profissional, como não é o caso, preferi escrever aqui mesmo, gratuitamente rsrsrs

Eu sumi por uns tempos.

Assunto para escrever é o que não falta (apesar de que minha inspiração só tem chegado depois das 0h), porém a preguiça tem me pegado de jeito. E eu, exausta da vida, deixei. É até estranho de dizer que estou cansada já que não faço absolutamente nada além de cuidar do meu filho. Mas cansa cuidar de criança, não cansa? E eu gostaria muito de ter um ambiente onde eu pudesse apenas descansar, ficar só, pensar na vida de vez em quando, sabe. Mas não tenho. Tenho um quarto. E nos meus dias ruins, eu me sinto como se estivesse em uma prisão.

Eu sei que tem muitas pessoas em situações mil vezes piores que a minha. Mas também tem muitas pessoas em situações mil vezes melhores. E ficar logada no Instagram não tem me ajudado a superar minhas frustrações, já que quase ninguém compartilha uma maternidade real nas redes sociais. São sempre fotos e textos indicando uma vida perfeita, surreal. Tenho perdido muito tempo no Instagram, essa é a verdade. Escrever sobre as maravilhas e desventuras da maternidade  na legenda da foto até me fazem bem. O que não faz bem para ninguém, eu presumo, é perder tempo demais apenas arrastando o dedo para cima e para baixo, clicando em cem mil corações que vê pela frente.

O que eu precisava mesmo era fazer um detox. Digital, social, todos os detox possíveis e imagináveis. O digital é pode ser difícil no inicio, mas é simples, eu posso aprender a viver sem certas coisas, e diminuir o tempo  que fico conectada. Mas o social…. as vezes a gente não tem outra opção, se não aprender a conviver com as pessoas, em harmonia, ou o que chegar mais perto disso.

Não sei bem se esse texto vai servir para alguém, mas eu avisei que era um desabafo. Espero que daqui a um tempo eu o leia, e pense o quanto evoluí daqui até lá (fez sentido?).

A questão toda é que tudo parece tão mais fácil nas redes sociais… Quem dera a vida fosse tão organizada como o feed de algumas contas do instagram. Mas “não é assim que a banda toca”. E até a dona do instagram mais fofo e harmonioso do mundo tem seus problemas e dias ruins. Pelo menos eu imagino que sim.

No fundo eu sei que não sou só eu que estou passando por tempos difíceis e momentos de insanidade. Muitas mães no instagram são sinceras e mostram como a maternidade realmente é. Que não é um conto de fadas, mas também não é nenhuma historia de terror. E isso me faz ter esperanças, de que um dia essa nuvem nebulosa que paira acima da minha cabeça vá embora de vez.   Enquanto isso, eu tentarei me manter confiante, e fazer todo o possível para contornar os infelizes contratempos da vida. Tentar diminuir o tempo em que passo com meu telefone na mão. E claro, escrever mais aqui no Blog.

 

 

 

 

 

 

Enxoval

Dicas para economizar no enxoval do bebê!

11350143ae3c37fd73a034304c86f1c4

Eu li muito sobre listas e dicas de enxoval. Vi vídeos sobre o que realmente era necessário e o que era supérfluo. E montei minha própria lista, bem pequena para ser honesta.

Não vou dizer que custa barato ter um filho. Você vai precisar comprar alguns pacotes de fralda todo mês (quando acabar as do chá de fraldas). A criança cresce muito rápido e perde muita roupa. Mas se você parar para pensar um pouco, você também pode economizar bastante (se essa realmente for sua intenção).

Faça uma lista.

Ao longo dos meses você terá lido muito e assistido vídeos sobre enxoval, eu garanto. E com certeza terá sua própria opinião sobre o que ainda gostaria de adquirir, e no que poderá poupar seu tempo e dinheiro.

Faça um orçamento

Quanto você gostaria de ter de dinheiro disponível para o enxoval? Já parou para pensar no assunto? Se a resposta for não, pense um pouco. E comece a pensar na possibilidade de começar a guardar esse dinheiro.

Faça uma poupança ou cofrinho dedicado exclusivamente ao enxoval do bebê. É bem melhor economizar ao longo dos meses sabendo que no final você terá uma quantia específica te aguardando , que sair comprando tudo sem nem saber quanto você está gastando (e acabar extrapolando o orçamento).

Então, acabou de descobrir sobre a gravidez? Não compre nada. Porque é muito provável que você comece a comprar mais por impulso, que realmente por necessidade. Tenha paciência, e guarde dinheiro!.

Faça listas

Na internet  o que não falta é listas de enxoval. Imprima ou copie algumas delas, e marque quais itens você acha que seriam uma “mão na roda”, e quais são dispensáveis.

Pesquise muito

Depois de fazer a sua própria lista você terá uma base. Então comece por aí. Pesquise muito, em lojas físicas e virtuais, leia resenhas e assista vídeos sobre os itens que você deseja ter no enxoval do seu bebê. E não esqueça de anotar ou favoritar os anúncios mais chamativos e baratos, para que você possa fazer comparações.

Teste antes de comprar

Sempre que eu quero muito comprar algo, primeiro pesquiso os preços na internet, depois vou a uma loja física para ver o item com meus próprios olhos. Sempre peça para testar o produto! Pois imagens ilustrativas podem enganar bastante.
Quando compramos pela internet não temos a opção “testar antes de comprar”, mas podemos desistir da compra em até 7 dias após a compra ou entrega do produto. Algumas lojas tornam esse processo mais complicado que outras. Por isso eu sempre tento achar o produto em alguma loja física, para ter certeza que é aquilo que eu quero. E se o menor preço for pelo site, eu compro pelo site.

Aceite ajuda

Ganhar um presente é bom, mas ganhar algo para o enxoval do bebê é melhor ainda! E se você conhece alguém próximo que teve um bebê a pouco tempo, que mal tem em perguntar se a pessoa vai guardar as roupinhas? Se a pessoa não for guardar, você pode pedir para guardar para o seu bebê. Isso se você não ver problema em seu filho usar roupa semi nova/usada. Eu não vejo problema.

Aproveite o chá de bebê/fralda

Primeiro você tem que decidir se vai guardar o dinheiro ou fazer um chá. E se decidir fazer uma comemoração, opte por uma básica. Porque se for para gastar muito, não vale tanto assim.

Compre apenas essencial (e o que falta)

Se você conseguir, deixe para comprar as coisas mais para frente. Pois ao longo dá gestação é provável que seu bebê ganhe presentes, e algumas pessoas te ofereçam ajuda em algo. Se seu bebê tiver de quem herdar roupas, por exemplo, você nem precisa se preocupar tão cedo com isso.

E se você optar por fazer um chá de bebê, é provável que ganhe muito mais coisas.

Só então você terá uma noção do que ainda falta. Sabe a lista? Leve-a para todos os lugares! E sempre que ganhar/comprar algo novo, risque o produto da lista.

Se você se basear nas listas de enxoval da internet, gastará muito mais que o necessário. Então pense muito mesmo no que você tem certeza que lhe será útil.

E você não precisa comprar tudo agora. Você pode esperar para comprar quando (e se) precisar. Por isso é sempre bom ter um dinheirinho guardado para essas coisas.

 

Maternidade

Coisas que não te contam sobre o pós parto

disturbios-emocionais-no-pos-parto-8
O bebê nasce, mas a barriga fica (e fica bem estranha)

Não sei bem o que ouvi sobre isso, mas eu imaginei que seria diferente. Minha barriga de gestante foi das grandes, e eu pensei que ela fosse simplesmente desaparecer após o parto. Mas não. A barriga murcha, mas não desaparece no primeiro dia.

Não acredite nas imagens de famosas após o parto. Seja lá qual é a mágica que elas fazem, isso não acontece com pessoas normais.

Saudade da barriga

Não dura por muito tempo. Mas é fato que em alguns momentos você vai se ver pensando “cadê a minha barriga?”. É claro que é melhor ter o bebezinho no nosso colo, mas no começo vai dar aquela saudade da sua barrigona. As vezes eu realmente esquecia que eu já tinha tido o bebê. É que é meio inacreditável, sabe. Você passa nove meses com um serzinho na barriga, e quando ele chega ao mundo é no mínimo um pouco surreal. Tudo muda, e cada dia se torna um desafio. E não tem problema sentir saudade de como as coisas eram antes, de vez em quando.

Quase impossível se mover

Para quem faz parto normal a região baixa fica ultra sensível. Movimentos simples como sentar e levantar podem demorar bastante tempo para serem executados. O pior é que quanto menos você se mover, mais rápido seu corpo fica dormente. E quanto mais você se mexer, mais dor sentirá.

*Não sei se acontece o mesmo com quem faz cesária.

Sangramento

Mesmo que você use dois absorventes pós parto de uma vez, eles não suportam tanto tempo. É provável que você deixe um rastro (ou sendo menos dramática:pingos) de sangue por onde passar.

Tomar banho e fazer xixi serão um sacrifício

Pois arde. Não sei se depende da quantidade de pontos que cada mulher leva, mas o meu parto foi super tranquilo, levei pouquíssimos pontos, mesmo assim ardeu pra caramba.

E logo após o parto, você acha que vai descansar um pouquinho enquanto o bebê dorme?

Mesmo que tenha alguém para tomar conta dele, dormir um pouco será uma tarefa bem difícil. Eu, pelo menos, acordava o tempo todo só para ver se estava tudo bem com meu bebezinho.

Na maternidade foi quase impossível eu fechar os olhos. Como tive meu bebê em uma maternidade pública, não tive um quarto só para mim. Fiquei junto com outra mãe. E depois das 22h meu marido tinha que se retirar do quarto. Então o medo de algo acontecer enquanto eu dormia era dobrado. Fiquei igual uma zumbi. Mas na volta para casa isso melhorou bastante.

Amamentar pode ser bem complicado no início

Ao longo da gestação você lê tanta coisa sobre o assunto, que acha que quando seu bebê nascer amamentá-lo será algo tão natural quanto a luz do dia. Mas não é. É complicado, pode ser dolorido, e com certeza é bem cansativo, principalmente se você decidir pela livre demanda.

A mamãe recém parida precisa de muito apoio da família nesse momento, ou pode acabar desistindo antes mesmo de tentar.

Amamentar no começo é complicado, mas te digo por experiência própria: vale muito o esforço. Realmente compensa.

Tem esse post sobre a minha experiência com a amamentação, se você quiser dar uma olhada.

Não conseguir pentear o cabelo

E tudo bem, estamos juntas nessa. A canseira vai ser tanta que coisas simples do dia a dia como pentear o cabelo ou escovar os dentes poderão muito bem ficar para outra hora (ou outro dia).

disturbios-emocionais-no-pos-parto-13
Mas não só de dificuldades vive uma mãe recém parida. Apesar de todos os contratempos, você poderá olhar o rostinho do seu baby e perceber que por ele vale a pena enfrentar todos os sacrifícios do pós parto. E também após ele.

Sei que há muitas outras coisas que ninguém te conta sobre o pós parto, não sei se não contam para não assustar a gestante, ou simplesmente por acharem insignificante. Mas aí é assunto para outro post.

E você, lembra de algo que não te contaram sobre o pós parto, e você teve que aprender na marra? rs

-Mallu

Cotidiano · Minimalismo

Como manter a ordem em um quarto para três

1e07a6ca0a8612ceafaaf2fec42e2f5a

No momento tenho apenas o quarto pra guardar a minha (+2) vida inteira, então eu (nós) tenho que ser muito específica com o que realmente desejo manter.
Sempre que eu compro algo novo, eu dou uma olhadinha pra ver se tem algo que não quero mais.
Dessa forma eu nunca tenho mais coisas do que deveria.
Eu tô sempre me desfazendo de algo. Só assim para manter a ordem.

O minimalismo é uma jornada contínua. Não adianta desapegar das coisas uma vez, e continuar acumulando o resto do ano.

Cada papelzinho, cada caixa de sapato, cada roupa e produto de beleza faz volume e ocupa espaço. Então sempre que eu vejo que há excessos, tento descartar algo o mais rápido possível.

Tento ser objetiva na hora do destralhe. Faz parte sentir-se um pouco culpada (ou ter pena) por ter gasto tempo e dinheiro em algo que não teve tanta utilidade. Só não dá para deixar essa culpa te consumir, e fazer você continuar mantendo algo apenas por manter, roubando o espaço de algo que poderia lhe ser mais útil. Então mesmo que a roupa seja linda, se não tem mais utilidade para mim, eu descarto/doo. Essa regra vale para qualquer outro objeto.

Toda vez que faço compras, eu arrumo tudo assim que chego em casa. Até dá uma preguicinha de guardar tudo de uma vez, ainda mais quando chegamos cansados da rua. Mas eu prefiro não deixar nada para depois.

Separo cada item por categoria, e já vou guardando tudo em seu devido lugar. E separo os papéis e notas fiscais, para dar uma olhada no que eu posso descartar imediatamente. O que eu preciso manter vai para uma gavetinha, para que eu possa encontrar facilmente quando eu precisar.

Eu tenho a impressão que quanto mais espaço as pessoas têm, mais coisas elas querem armazenar. Então para mim, quanto menor, melhor. Me incentiva a ter sempre menos.

161cc2da0c48367ec660cd21722c371d
Peguei essa imagem no Pinterest. Mas é exatamente assim que organizo todas as nossas roupas e a do bebê (Tirando o organizador de plástico).

De tempos em tempos nós damos aquela geralzona no quarto. Tiramos tudo do guarda-roupas, do baú da cama, da cômoda do bebê. Na verdade a cômoda é onde eu faço destralhes com mais frequência. Como não estou fazendo um estoque para um próximo filho, as roupas que não cabem mais no meu filho eu passo/devolvo para minha cunhada, que tem um bebê mais novinho que o meu.

Acho que o nosso filho tem mais roupas que nós dois, mas para um bebê é um número considerável, já que ele suja tudo muito mais rápido que um adulto. As roupas dele ocupam apenas duas das seis gavetas de sua cômoda. Mas o modo como eu dobro e organizo as blusas, calças, meias e casacos, faz com que eu tenha maior aproveitamento do espaço.

Desde que comecei a dobrar nossas roupas dessa forma, nunca mais minha gaveta ficou bagunçada.

E por termos poucas peças de roupas, conseguimos aproveitar mais espaço para guardar coisas como edredons, toalhas, produtos de beleza e sapatos, sem que o armário pareça lotado. Dá tudo tranquilamente em um guarda-roupas de solteiro de 130cm de largura. Organização é tudo!

Manter meu espaço organizado já se tornou rotina para mim. É algo que eu gosto de fazer. Nunca fui bagunceira, e principalmente agora que eu divido um quarto com mais dois seres humanos, para mim manter a ordem não é apenas uma opção, é essencial.

Maternidade

Minha experiência com a amamentação

amamentacao-by-www-parenting-com-600x382
Foto: Reprodução http://www.parenting.com

Não foi um processo fácil. Apesar de ter lido vários artigos sobre o assunto, eu não tinha ideia do que me aguardava. Logo que ele nasceu eu pude ver o quão difícil é essa tarefa de amamentar.
Há muitas palavras que eu poderia usar para descrever o quão difícil foi amamentar meu recém nascido, mas apesar de qualquer contratempo, eu prefiro dizer apenas uma: possível. Sim, porque tudo é possível para quem crê. E para mim, tudo é possível quando eu faço por amor. Principalmente pelo amor que sinto pelo meu filho.
É clichê, mas é a verdade.

Na maternidade

Meu filho mais dormia que qualquer outra coisa (na época eu não sabia que esse é o normal), e eu cronometrava o tempo em que deveríamos acordá-lo para que ele sugasse mais um pouquinho.
Nas primeiras horas eu nem sei se ele realmente conseguia sugar alguma coisa. Eu posicionava ele como vi na foto sobre a pega correta. Ele mexia a boquinha, mas eu estava muito receosa. Fiquei tão preocupada dele perder peso e ter de ficar na maternidade, que nem parei para pensar que talvez ele estivesse satisfeito com o pouco que sugou. Era horrível pensar na possibilidade de ir para casa sem meu bebê.

Cada enfermeira me orientava maneiras diferentes de faze-lo mamar. Uma dizia que ele tinha que mamar de 3 em 3 horas, outra dizia que eu não deveria deixa-lo mais de 2 horas sem mamar.
Meu bebê chorava e eu não conseguia satisfaze-lo. Ele não conseguia mamar. Ou talvez conseguisse e estivesse chorando por outro motivo, mas eu estava tão focada em conseguir amamentar que esqueci que as vezes um recém nascido quer apenas aconchego e ser ninado um pouquinho.

Várias vezes andei pelos corredores a procura de alguém que pudesse me orientar (mais uma vez) sobre como amamentar corretamente. Duas vezes colocaram gotinhas de água com açúcar na língua dele para que ele tivesse interesse em mamar.
Se ele conseguia mamar, não estava mamando do jeito certo. Porque os bicos dos meus seios começaram a ficar machucados. Pensei muito se deveria pedir a meu marido para comprar a pomada a base de lanolina, para curar as feridas. Mas então alguém me disse que o leite materno também tinha efeito cicatrizador. Não comprei a pomada.  Comecei a passar o próprio leite nos bicos. Eu revezava os seios, enquanto um estava mais ferido, eu tentava amamentar no outro. Foi sofrido, mas funcionou para mim.

Apenas no terceiro (e último) dia eu descobri que eu precisava esvaziar meus seios. Como a produção de leite era grande e meu bebê sugava pouco, meu leite estava começando a “empedrar”.
Pedi ajuda na ala de doação, a moça me ensinou como fazer massagem para “amolecer”. Foi doloroso, admito. Mas foi necessário. Aproveitei e doei esse leite.

Enfim o obstetra chefe (não sei se é assim que se chama) me ensinou a pega correta. E as coisas ficaram um pouco mais fáceis.

Em casa

Um pouco menos complicado, mas ainda assim, desafiador.

Na parte da manhã e a tarde era ok. Mas a noite e na madrugada o bebê acordava de hora em hora, as vezes o espaço de tempo entre uma mamada e outra era até mais curta. Toda vez que ele despertava chorando, eu sentava na cama e colocava ele em cima de um travesseiro no meu colo. E sentada eu ficava até ele adormecer. Às vezes passavam-se uma hora, e apesar de manter os olhinhos fechados, ele não parava de mamar. No momento em que eu tentava coloca-lo de volta ao berço, ele abria os olhinhos novamente. Eu fiquei exausta. Chorava em silêncio.
As vezes parecia que ele continuava “pegando” errado. E eu continuei resistindo a não comprar a tal pomada. Eu pensava “eu vou conseguir”, “agora nem está doendo tanto como antes, dá para aguentar”. Eu resisti. Aguentei. Não comprei pomada nenhuma.
Vi diversos vídeos e li vários outros artigos sobre amamentação. Acho que foi na terceira semana pós parto que eu descobri que eu poderia amamentar deitada. Foi quando tudo começou a melhorar. Eu conseguia dormir um pouco mais, e provavelmente até antes do bebê terminar de mamar. E foi nesse momento que decidimos compartilhar a cama com o bebê.
Após um mês do nascimento, meus seios cicatrizaram completamente. O bebê finalmente pegava corretamente.

Mas então o dilema foi outro. Meu filho engasgava muito com o leite. Mas eu sempre mantive a calma. Executava as manobras que aprendi em um vídeo no YouTube e ele logo desengasgava.

Tudo correu bem, na medida do possível. Apesar do cansaço, dores, ferimento, insônia e qualquer outro contratempo do temido puerpério, continuar a amamentação foi a melhor escolha que fiz. Eu resisti.

Nem todas resistem, ou têm alguma opção de escolha. Muitas vezes a tentativa de amamentação traz graves consequências, principalmente se a mulher não for bem orientada, se sentir obrigada ou pressionada a continuar amamentando mesmo com ferimentos cada vez piores. Por isso JAMAIS devemos confrontar ou ridicularizar uma mãe por não ter conseguido/podido amamentar. Não sabemos as batalhas que cada uma trava todos os dias.

Minha experiência foi complicada para mim. Eu sabia o meu limite, e graças a Deus nem cheguei perto dele. De difícil, amamentar se tornou uma tarefa prazerosa e simples. Amo amamentar. Mas amamentar um recém nascido é realmente hardcore.

E se eu tenho algo para deixar para outras mães que agora se encontram nesse mesmo momento é:

Aceitem ajuda

do marido, da mãe, da sogra. Nem que seja para ele(a) dar mamadeira com seu próprio leite na madrugada. As vezes só o que precisamos é umas horinhas a mais de sono.

Busque informações

na internet, em livros, de mulheres experientes que já estiveram no seu lugar. Conhecimento é poder.

E, siga seu instinto

Como mães e como mulheres, só nós sabemos o quanto conseguimos suportar. Amamentar em geral exige demais da mulher. E a mãe precisa estar sentindo-se bem (física/mentalmente) na medida do possível para que essa experiência seja benéfica para ambos.

– Mallu