Maternidade

Coisas que não te contam sobre o pós parto

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O bebê nasce, mas a barriga fica (e fica bem estranha)

Não sei bem o que ouvi sobre isso, mas eu imaginei que seria diferente. Minha barriga de gestante foi das grandes, e eu pensei que ela fosse simplesmente desaparecer após o parto. Mas não. A barriga murcha, mas não desaparece no primeiro dia.

Não acredite nas imagens de famosas após o parto. Seja lá qual é a mágica que elas fazem, isso não acontece com pessoas normais.

Saudade da barriga

Não dura por muito tempo. Mas é fato que em alguns momentos você vai se ver pensando “cadê a minha barriga?”. É claro que é melhor ter o bebezinho no nosso colo, mas no começo vai dar aquela saudade da sua barrigona. As vezes eu realmente esquecia que eu já tinha tido o bebê. É que é meio inacreditável, sabe. Você passa nove meses com um serzinho na barriga, e quando ele chega ao mundo é no mínimo um pouco surreal. Tudo muda, e cada dia se torna um desafio. E não tem problema sentir saudade de como as coisas eram antes, de vez em quando.

Quase impossível se mover

Para quem faz parto normal a região baixa fica ultra sensível. Movimentos simples como sentar e levantar podem demorar bastante tempo para serem executados. O pior é que quanto menos você se mover, mais rápido seu corpo fica dormente. E quanto mais você se mexer, mais dor sentirá.

*Não sei se acontece o mesmo com quem faz cesária.

Sangramento

Mesmo que você use dois absorventes pós parto de uma vez, eles não suportam tanto tempo. É provável que você deixe um rastro (ou sendo menos dramática:pingos) de sangue por onde passar.

Tomar banho e fazer xixi serão um sacrifício

Pois arde. Não sei se depende da quantidade de pontos que cada mulher leva, mas o meu parto foi super tranquilo, levei pouquíssimos pontos, mesmo assim ardeu pra caramba.

E logo após o parto, você acha que vai descansar um pouquinho enquanto o bebê dorme?

Mesmo que tenha alguém para tomar conta dele, dormir um pouco será uma tarefa bem difícil. Eu, pelo menos, acordava o tempo todo só para ver se estava tudo bem com meu bebezinho.

Na maternidade foi quase impossível eu fechar os olhos. Como tive meu bebê em uma maternidade pública, não tive um quarto só para mim. Fiquei junto com outra mãe. E depois das 22h meu marido tinha que se retirar do quarto. Então o medo de algo acontecer enquanto eu dormia era dobrado. Fiquei igual uma zumbi. Mas na volta para casa isso melhorou bastante.

Amamentar pode ser bem complicado no início

Ao longo da gestação você lê tanta coisa sobre o assunto, que acha que quando seu bebê nascer amamentá-lo será algo tão natural quanto a luz do dia. Mas não é. É complicado, pode ser dolorido, e com certeza é bem cansativo, principalmente se você decidir pela livre demanda.

A mamãe recém parida precisa de muito apoio da família nesse momento, ou pode acabar desistindo antes mesmo de tentar.

Amamentar no começo é complicado, mas te digo por experiência própria: vale muito o esforço. Realmente compensa.

Tem esse post sobre a minha experiência com a amamentação, se você quiser dar uma olhada.

Não conseguir pentear o cabelo

E tudo bem, estamos juntas nessa. A canseira vai ser tanta que coisas simples do dia a dia como pentear o cabelo ou escovar os dentes poderão muito bem ficar para outra hora (ou outro dia).

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Mas não só de dificuldades vive uma mãe recém parida. Apesar de todos os contratempos, você poderá olhar o rostinho do seu baby e perceber que por ele vale a pena enfrentar todos os sacrifícios do pós parto. E também após ele.

Sei que há muitas outras coisas que ninguém te conta sobre o pós parto, não sei se não contam para não assustar a gestante, ou simplesmente por acharem insignificante. Mas aí é assunto para outro post.

E você, lembra de algo que não te contaram sobre o pós parto, e você teve que aprender na marra? rs

-Mallu

Cotidiano · Minimalismo

Como manter a ordem em um quarto para três

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No momento tenho apenas o quarto pra guardar a minha (+2) vida inteira, então eu (nós) tenho que ser muito específica com o que realmente desejo manter.
Sempre que eu compro algo novo, eu dou uma olhadinha pra ver se tem algo que não quero mais.
Dessa forma eu nunca tenho mais coisas do que deveria.
Eu tô sempre me desfazendo de algo. Só assim para manter a ordem.

O minimalismo é uma jornada contínua. Não adianta desapegar das coisas uma vez, e continuar acumulando o resto do ano.

Cada papelzinho, cada caixa de sapato, cada roupa e produto de beleza faz volume e ocupa espaço. Então sempre que eu vejo que há excessos, tento descartar algo o mais rápido possível.

Tento ser objetiva na hora do destralhe. Faz parte sentir-se um pouco culpada (ou ter pena) por ter gasto tempo e dinheiro em algo que não teve tanta utilidade. Só não dá para deixar essa culpa te consumir, e fazer você continuar mantendo algo apenas por manter, roubando o espaço de algo que poderia lhe ser mais útil. Então mesmo que a roupa seja linda, se não tem mais utilidade para mim, eu descarto/doo. Essa regra vale para qualquer outro objeto.

Toda vez que faço compras, eu arrumo tudo assim que chego em casa. Até dá uma preguicinha de guardar tudo de uma vez, ainda mais quando chegamos cansados da rua. Mas eu prefiro não deixar nada para depois.

Separo cada item por categoria, e já vou guardando tudo em seu devido lugar. E separo os papéis e notas fiscais, para dar uma olhada no que eu posso descartar imediatamente. O que eu preciso manter vai para uma gavetinha, para que eu possa encontrar facilmente quando eu precisar.

Eu tenho a impressão que quanto mais espaço as pessoas têm, mais coisas elas querem armazenar. Então para mim, quanto menor, melhor. Me incentiva a ter sempre menos.

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Peguei essa imagem no Pinterest. Mas é exatamente assim que organizo todas as nossas roupas e a do bebê (Tirando o organizador de plástico).

De tempos em tempos nós damos aquela geralzona no quarto. Tiramos tudo do guarda-roupas, do baú da cama, da cômoda do bebê. Na verdade a cômoda é onde eu faço destralhes com mais frequência. Como não estou fazendo um estoque para um próximo filho, as roupas que não cabem mais no meu filho eu passo/devolvo para minha cunhada, que tem um bebê mais novinho que o meu.

Acho que o nosso filho tem mais roupas que nós dois, mas para um bebê é um número considerável, já que ele suja tudo muito mais rápido que um adulto. As roupas dele ocupam apenas duas das seis gavetas de sua cômoda. Mas o modo como eu dobro e organizo as blusas, calças, meias e casacos, faz com que eu tenha maior aproveitamento do espaço.

Desde que comecei a dobrar nossas roupas dessa forma, nunca mais minha gaveta ficou bagunçada.

E por termos poucas peças de roupas, conseguimos aproveitar mais espaço para guardar coisas como edredons, toalhas, produtos de beleza e sapatos, sem que o armário pareça lotado. Dá tudo tranquilamente em um guarda-roupas de solteiro de 130cm de largura. Organização é tudo!

Manter meu espaço organizado já se tornou rotina para mim. É algo que eu gosto de fazer. Nunca fui bagunceira, e principalmente agora que eu divido um quarto com mais dois seres humanos, para mim manter a ordem não é apenas uma opção, é essencial.

Maternidade

Minha experiência com a amamentação

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Foto: Reprodução http://www.parenting.com

Não foi um processo fácil. Apesar de ter lido vários artigos sobre o assunto, eu não tinha ideia do que me aguardava. Logo que ele nasceu eu pude ver o quão difícil é essa tarefa de amamentar.
Há muitas palavras que eu poderia usar para descrever o quão difícil foi amamentar meu recém nascido, mas apesar de qualquer contratempo, eu prefiro dizer apenas uma: possível. Sim, porque tudo é possível para quem crê. E para mim, tudo é possível quando eu faço por amor. Principalmente pelo amor que sinto pelo meu filho.
É clichê, mas é a verdade.

Na maternidade

Meu filho mais dormia que qualquer outra coisa (na época eu não sabia que esse é o normal), e eu cronometrava o tempo em que deveríamos acordá-lo para que ele sugasse mais um pouquinho.
Nas primeiras horas eu nem sei se ele realmente conseguia sugar alguma coisa. Eu posicionava ele como vi na foto sobre a pega correta. Ele mexia a boquinha, mas eu estava muito receosa. Fiquei tão preocupada dele perder peso e ter de ficar na maternidade, que nem parei para pensar que talvez ele estivesse satisfeito com o pouco que sugou. Era horrível pensar na possibilidade de ir para casa sem meu bebê.

Cada enfermeira me orientava maneiras diferentes de faze-lo mamar. Uma dizia que ele tinha que mamar de 3 em 3 horas, outra dizia que eu não deveria deixa-lo mais de 2 horas sem mamar.
Meu bebê chorava e eu não conseguia satisfaze-lo. Ele não conseguia mamar. Ou talvez conseguisse e estivesse chorando por outro motivo, mas eu estava tão focada em conseguir amamentar que esqueci que as vezes um recém nascido quer apenas aconchego e ser ninado um pouquinho.

Várias vezes andei pelos corredores a procura de alguém que pudesse me orientar (mais uma vez) sobre como amamentar corretamente. Duas vezes colocaram gotinhas de água com açúcar na língua dele para que ele tivesse interesse em mamar.
Se ele conseguia mamar, não estava mamando do jeito certo. Porque os bicos dos meus seios começaram a ficar machucados. Pensei muito se deveria pedir a meu marido para comprar a pomada a base de lanolina, para curar as feridas. Mas então alguém me disse que o leite materno também tinha efeito cicatrizador. Não comprei a pomada.  Comecei a passar o próprio leite nos bicos. Eu revezava os seios, enquanto um estava mais ferido, eu tentava amamentar no outro. Foi sofrido, mas funcionou para mim.

Apenas no terceiro (e último) dia eu descobri que eu precisava esvaziar meus seios. Como a produção de leite era grande e meu bebê sugava pouco, meu leite estava começando a “empedrar”.
Pedi ajuda na ala de doação, a moça me ensinou como fazer massagem para “amolecer”. Foi doloroso, admito. Mas foi necessário. Aproveitei e doei esse leite.

Enfim o obstetra chefe (não sei se é assim que se chama) me ensinou a pega correta. E as coisas ficaram um pouco mais fáceis.

Em casa

Um pouco menos complicado, mas ainda assim, desafiador.

Na parte da manhã e a tarde era ok. Mas a noite e na madrugada o bebê acordava de hora em hora, as vezes o espaço de tempo entre uma mamada e outra era até mais curta. Toda vez que ele despertava chorando, eu sentava na cama e colocava ele em cima de um travesseiro no meu colo. E sentada eu ficava até ele adormecer. Às vezes passavam-se uma hora, e apesar de manter os olhinhos fechados, ele não parava de mamar. No momento em que eu tentava coloca-lo de volta ao berço, ele abria os olhinhos novamente. Eu fiquei exausta. Chorava em silêncio.
As vezes parecia que ele continuava “pegando” errado. E eu continuei resistindo a não comprar a tal pomada. Eu pensava “eu vou conseguir”, “agora nem está doendo tanto como antes, dá para aguentar”. Eu resisti. Aguentei. Não comprei pomada nenhuma.
Vi diversos vídeos e li vários outros artigos sobre amamentação. Acho que foi na terceira semana pós parto que eu descobri que eu poderia amamentar deitada. Foi quando tudo começou a melhorar. Eu conseguia dormir um pouco mais, e provavelmente até antes do bebê terminar de mamar. E foi nesse momento que decidimos compartilhar a cama com o bebê.
Após um mês do nascimento, meus seios cicatrizaram completamente. O bebê finalmente pegava corretamente.

Mas então o dilema foi outro. Meu filho engasgava muito com o leite. Mas eu sempre mantive a calma. Executava as manobras que aprendi em um vídeo no YouTube e ele logo desengasgava.

Tudo correu bem, na medida do possível. Apesar do cansaço, dores, ferimento, insônia e qualquer outro contratempo do temido puerpério, continuar a amamentação foi a melhor escolha que fiz. Eu resisti.

Nem todas resistem, ou têm alguma opção de escolha. Muitas vezes a tentativa de amamentação traz graves consequências, principalmente se a mulher não for bem orientada, se sentir obrigada ou pressionada a continuar amamentando mesmo com ferimentos cada vez piores. Por isso JAMAIS devemos confrontar ou ridicularizar uma mãe por não ter conseguido/podido amamentar. Não sabemos as batalhas que cada uma trava todos os dias.

Minha experiência foi complicada para mim. Eu sabia o meu limite, e graças a Deus nem cheguei perto dele. De difícil, amamentar se tornou uma tarefa prazerosa e simples. Amo amamentar. Mas amamentar um recém nascido é realmente hardcore.

E se eu tenho algo para deixar para outras mães que agora se encontram nesse mesmo momento é:

Aceitem ajuda

do marido, da mãe, da sogra. Nem que seja para ele(a) dar mamadeira com seu próprio leite na madrugada. As vezes só o que precisamos é umas horinhas a mais de sono.

Busque informações

na internet, em livros, de mulheres experientes que já estiveram no seu lugar. Conhecimento é poder.

E, siga seu instinto

Como mães e como mulheres, só nós sabemos o quanto conseguimos suportar. Amamentar em geral exige demais da mulher. E a mãe precisa estar sentindo-se bem (física/mentalmente) na medida do possível para que essa experiência seja benéfica para ambos.

– Mallu
Maternidade

Criação com apego: Cama compartilhada

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Tem gente que não compartilha por medo. Medo de esmagar o bebê, medo do bebê cair da cama, medo de perder a intimidade com o parceiro.
Tem gente que não compartilha porque tem espaço de sobra. O bebê tem seu próprio quartinho.
Tem gente que não compartilha porque não quer, ué.
Nós compartilhamos o quarto com o bebê, e decidimos compartilhar a cama também. E adoramos! Compartilhamos porque queremos, e porque desse jeito foi mais fácil para nós (principalmente para mim).
Ter um bebezinho do meu lado todos os dias quando acordo é tão bom! Tem seus pontos negativos, é claro. Mas assim é mais prático, e por mim compensa.

É mais fácil para amamentar, ele não acorda muitas vezes. Talvez se ele fosse acostumado a dormir no berço, também acordasse pouco a noite, ou talvez só acordasse ao amanhecer. De qualquer forma, foi uma decisão que tomamos desde o primeiro mês de vida do bebê, e não nos arrependemos.
Ele cresce quase que na velocidade dá luz, talvez por isso eu queira aproveitar o máximo de tempo possível bem ao ladinho dele. Bem coladinhos mesmo.
Em breve pretendo montar a mini cama, para que ele possa fazer essa transição. Se vai ser fácil ou difícil só o tempo dirá. Até agora, mais de um ano compartilhando a nossa cama com o bebê tem sido maravilhoso. E eu tô aproveitando cada segundo mesmo, porque tenho certeza que quando ele acostumar a dormir sozinho, sou eu que sentirei saudade.
Cama compartilhada é puro amor. Mas é o meu tipo de amor. Cada mamãe, cada papai, ou cada casal sabe o que é melhor para si e para seu neném. E o que se encaixa melhor em seu estilo de vida e rotina.
Para mim, a cama compartilhada deu mais que certo. E se você mamãe de primeira viagem tá pensando em compartilhar também, eu super recomendo.
Sem nenhuma contra-indicação!

 

Maternidade

Será que o desenvolvimento do meu filho é normal?

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Imagem: http://www.annaelizabethevents.com/blog

Essa é uma pergunta que tenho feito bastante a mim mesma ao longo da minha jornada como mãe.

E já me senti bastante frustrada com algumas coisas que os sites (e pessoas) diziam que meu bebê já deveria estar fazendo, mas que ele ainda não havia aprendido.

Na gestação eu também lia esses artigos, para saber como meu bebê estava se desenvolvendo dentro de mim. Saber se ele estava do tamanho de um limão ou de uma laranja.

Nos comentários das postagens do site cada mãe postava uma foto de sua barriga (mês a mês), e escreviam TODAS as medidas de seus fetos. Muitas vezes eu me preocupei com as medidas do meu bebê, porque estavam abaixo ou acima do ideal da maioria.

Mas eu pensava “Graças a Deus minha barriga estava cada vez maior”, assim ninguém poderia pôr defeito.

E as comparações continuam após o parto, claro. Todo mês o bebê aprende e faz algo diferente, coisas simples, mas memoráveis. Quando meu filho aprendia algo novo e mais cedo do que os artigos indicavam, nossa era uma alegria!. Mas quando ele não fazia, eu me preocupava, e começava a pesquisar em tudo que era lugar para saber se não havia nada de errado com ele.

O pior é que até mesmo quando nada parecia fora do normal vinha alguém com uma enxurrada de palpites para me fazer duvidar do meu instinto.

Desde pequenos temos que nos encaixar nos padrões impostos pela nossa maravilhosa sociedade. Temos que ser normais. Qualquer coisinha fora do comum passa a ser considerado errado, problemático.

Então no começo desse ano criei uma lista de conquistas do bebê no bloco de notas do celular. #amelhorcoisaque fiz. E a cada conquista que meu filho obtêm, eu anoto lá. E é nisso que eu tenho focado: nos pequenos e grandes passos que meu bebê dá a cada nova descoberta.

Não leio mais sobre o que ele deveria ou não estar aprendendo a cada semana ou mês. Apesar de ser mãe de primeira viagem, eu confio muito no meu instinto materno. E sei que saberei se algo realmente estiver errado, incomum ou demorando demais para acontecer.

Meu bebê pode não falar ainda. Mas ele já dá uns passinhos sozinho (quando não está tentando correr. Tenho receio dele se machucar, então por enquanto eu seguro a mão dele), dança, grita, bate palminhas, guarda os brinquedos, come alimentos com as mãozinhas, me ajuda a vesti-lo e despi-lo, sabe bem se fingir de coitadinho e um monte de outras coisinhas.

Isso o torna melhor ou pior que outro bebê? O faz menos ou mais inteligente? Não. E um dia quando eu menos esperar meu bebê estará me chamando não de ma ou maman, mas de mamãe. Tudo no tempo dele.

Não precione-os. INCENTIVE-OS. E sobre os palpites: Quem liga para eles?. Isso mesmo, ignore-os.

Ficar comparando uma criança com outra não faz o menor sentido, pois cada ser humano é único. Cada criança tem o seu ritmo. Se tudo estiver em “perfeito estado” (e isso só um médico pediatra pode te dizer com certeza) a única coisa que podemos fazer é dar um tempo para eles. E curtir muito cada fase com o bebê pois eles crescem um pouquinho rápido demais.

E quando menos esperarmos, lá estarão eles provando para o mundo tudo que eles são capazes de fazer.

 

Minimalismo

Meu namorado é um minimalista

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Pensando pelo ditado “menos é mais”, meu namorado seria um minimalista nato. Ele nasceu para essa coisa de viver com menos, e ter apenas o essencial. Uma vez perguntei se ele sabia o que era o minimalismo, e ele respondeu que não fazia ideia.
Acho até engraçado, sabe. Eu precisei ler um livro (A mágica da arrumação) para conseguir desapegar dos meus excessos e chegar ao nível “minimalístico” que me encontro hoje. Já ele, sempre pensou dessa forma.
Sei que na maioria das vezes os meninos tem bem menos coisas que as meninas, mas eu conheço algumas excessões, então não sabia bem o que esperar. Na verdade eu nunca tinha parado para pensar a respeito até morarmos juntos.
Quando vim morar com ele, ele separou um espaço na cômoda dele para minhas roupas. Mas nós precisamos trazer o meu guarda roupas para cá, para caber tudo.
Depois de ter diminuído satisfatoriamente a quantidade de coisas que eu tinha, percebi que ainda continuava com mais coisas que ele. Mas tudo bem Mallu, isso não é uma competição de quem tem menos. Cada pessoa sabe o que e quanto é essencial para ela.
Hoje, o guarda roupas de 2 portas é suficiente para nós dois.
E agora eu enxergo o tanto de gente que tem muito mais que nós, e mesmo assim continuam reclamando que não tem nada. Nada para vestir, com um armário cheio de roupas. Nada para calçar, com uma coleção de sapatos novinhos. Ah se eles soubessem como é bom conseguir pegar uma blusa no armário sem precisar tirar outra de cima (e depois tirar tudo para escolher o que combina com a parte de baixo). Ou se soubessem como é bom conseguir se vestir/e gostar do que está vestindo em segundos.
Ah se todos soubessem como é bom ter apenas o essencial…
Sorte minha meu parceiro ser tão desapegado com bens materiais, não tenho ideia de como seria complicado se ele fosse um colecionador de objetos (lê-se acumulador).
Ter um namorado minimalista (apesar dele não se denominar dessa forma) só tem me ajudado a continuar firme nessa longa jornada que é viver com menos.

Minimalismo

+4 coisas que aprendi com o minimalismo

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Pode parecer uma frase boba, mas para mim faz todo o sentido! Quanto menos objetos nós temos, menos tempo gastamos para limpá-los. Quanto menos roupas, mais rápido conseguimos escolher o “look do dia”. Sempre que eu exagerava em algo, como uma maquiagem ou roupas estampadas, eu me arrependia. Por isso agora aposto no básico. E tem funcionado perfeitamente para mim!

Dar valor 

Quando você desapega daquilo que não precisa, começa a dar mais importância para os itens que foram escolhidos a dedo para serem mantidos. E não estou falando apenas sobre bens materiais. Aprendi a dar mais valor às pessoas, compromissos, sentimentos, atitudes, etc.

Ser grata

Agradecer é um exercício diário. Tento sempre lembrar de agradecer pelas coisas boas que me ocorreram no dia. Eu, por exemplo, gosto de orar e agradecer ao meu Deus. Mas independente de nossas crenças, praticar gratidão só gera benefícios. Um simples e sincero”obrigada” faz muita diferença. Além de ser parte da etiqueta, faz com que as pessoas saibam que você se importa.

Ver o lado bom das coisas

Estou sempre tentando pensar positivo. Ver o lado bom das coisas.

“Perdemos o ônibus?Ah estava lotado mesmo”

“A pizza está muito cara?Isso nos dá oportunidade de comprar e provar outro tipo de comida”

“Não vamos mais ao shopping pois começou a chover? Beleza. Então vamos aproveitar para fazer uma sessão de cinema em casa!”

“Não deu para ir ao parque de diversões no sábado? Ainda bem que não fomos, pois ficou muito frio a noite e meu filho poderia ter ficado resfriado.”

“Eu queria comprar aquele vestido, mas esqueci o dinheiro em casa? Bom, pelo menos terei mais tempo para pensar. Será que eu realmente preciso desse vestido?”

“O aplicativo do Uber não deixou eu pagar no cartão? Tudo bem, foi até melhor no dinheiro mesmo, pelo menos já tá pago. Menos dívidas para o próximos mês!”

Ver o lado bom em situações ruins me deu varias oportunidades de descobrir e fazer coisas novas. E faz com que eu pense muito antes de querer estragar o dia por causa de uma pequena (ou grande) mudança nos planos.