Minha coleção de sapatos minimalista

 

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Sabe aquela obsessão que os filmes/séries/sites dizem que as mulheres têm por sapatos? Então, definitivamente eu estou livre disso.

Para mim, destralhar sempre foi algo natural. Quando comprava um par novinho de sapatos, eu instintivamente já dava uma olhada em todos os meus pares antigos. E se um sapato não cabia mais no meu pé, não fazia mais meu estilo, ou estava gasto demais, eu simplesmente doava ou descartava.

Mas é claro que já comprei sapatos por impulso. Apesar de não ser a louca da promoção, tento sempre garimpar coisas legais por um precinho bacana. E nessas eu já me arrependi horrores, comprei pares de sapatos nada haver comigo/que machucavam demais os pés só pelo fato de estarem baratinhos. Mas desde que conheci o minimalismo, tenho pensado muito mais antes de comprar por impulso.

Acho que eu nunca tive mais que 10 pares de sapato de uma vez só. Na verdade, 10 é até demais para a minha rotina atual. Até mesmo antigamente, o meu único compromisso diário era ir para o colégio, então eu não precisava de nada além do que um tênis. Mas eu revezava meu tênis all star branco, com um oxford marrom, e um slipper. Todos já foram doados ou estragaram. Ganhei meu primeiro salto alto preto aos 15 anos, para usar na minha festa. E não me lembro de tê-lo usado mais do que 3 vezes depois disso. Se tem uma coisa que não combina comigo é SALTO ALTO. Não sei andar, e acho totalmente desconfortável. Então ano passado eu me desfiz do único e enorme salto alto que eu tinha.

Scarpin de Salto baixo

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Scarpin Vizzano, salto baixo.

Só que no começo desse ano fomos convidados para uma festa de quinze anos, e como era tudo bem formal, eu achei que era necessário adquirir um salto novamente, mas dessa vez com pouquíssimos centímetros. Não achei nenhum que gostasse por perto de casa, então minha mãe, já sabendo da minha “caça ao salto perfeito”, se adiantou e me presenteou com o par lindíssimo acima. Com tiras para ajustar a largura, e com apenas 4 centimetros de salto. Por enquanto só usei uma vez, mas definitivamente não pretendo me desfazer dele.

Tênis

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Tênis Beira Rio. Pesquisei no Google e descobri que esse modelo é chamado de Enfermagem. Caramba, deu até uma vontade de assistir Grey’s Anatomy agora rs

O tênis de enfermagem é o que eu mais uso. Eu tinha um de modelo parecido, na cor cinza e rosa. Mas o material era diferente, era pano. Furou mês passado, de um jeito que dava para ver meu dedão do pé, então foi para o lixo. Mas o preto é bem mais resistente. Também pretendo usá-lo até não poder mais rs

Oxford

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Oxford Moleca em verniz.

Faz tempo que eu não usava um Oxford. É o meu sapato mais novo. É super macio, meus pezinhos se sentem nas nuvens. E eu acho Oxfords lindos!

Rasteirinha

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Modelo igual da Melissa Flox, só que não é Melissa.

Essa rasteirinha machucava meus dedos na parte da frente, mas eu não queria me desfazer dela. Como ela é toda de plástico, resolvi cortar a parte da frente da tira central. Problema resolvido. Apesar disso, é o sapato que eu menos uso, pois prefiro sapatos fechados, que são mil vezes mais confortáveis. E eu não gosto muito dos meus pés.

Chinelo

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O chinelo mais estiloso  que eu já tive na vida

E por último, mas não menos importante, meu chinelo lindo do Star Wars, que achei na  sessão masculina de uma chinelaria. Calço 35/36, mas esse chinelo aí teve que ser 37-38, parece que os calçados masculinos tem a forma menor que os femininos.

Antes de fazer esse post eu tinha mais dois sapatos, mas resolvi me desfazer deles (Vou mostrar em outro post). E junto com o Oxford, também havia comprado um mocassim pela internet, mas ficou largo e destruiu meus dedos. Resolvi trocar por uma blusa da Casa Targaryen. Ainda pretendo ter um mocassim, mas de outra marca ou modelo. Então a minha caça ao mocassim perfeito vai ter que ficar para o próximo ano.

Todos os meus sapatos são pretos (menos o chinelo). Não porque para ser minimalista tem que usar preto, porque não tem! Mas porque eu gosto dessa cor.

Para a rotina que tenho hoje, 5 é um ótimo número!. O legal é que consigo criar looks variados, despojados, clássicos e elegantes com os poucos sapatos que tenho.

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Sei que não vou manter esse número travado por muito tempo, pois eu pretendo adquirir uma nova bota (a minha antiga simplesmente desmanchou) e o mocassim que já falei acima. De qualquer forma duvido que algum dia o número fique tão acima disso. Pois não compro sapatos porque estão na moda. Compro apenas se eu realmente estiver precisando de um novo par. E normalmente,  só compro mesmo se não conseguir tirar o tal sapato da cabeça por mais de um mês. E sempre pensando muito no conforto, que para mim é essencial!

– Mallu
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5 Benefícios do Minimalismo

Mais dinheiro

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Quando você começa a comprar apenas aquilo que realmente necessita, sobra muito mais grana no final do mês. Dá até para guardar dinheiro, olha que loucura! haha Quem sabe começar a juntar dinheiro para comprar aquela coisa que você sempre quis, mas que parecia cara demais para o seu orçamento. Por exemplo: uma câmera nova, uma geladeira, a viagem dos seus sonhos.

 

Mais espaço

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Depois de começar os destralhes, a gente se dá conta do tanto de coisas inúteis que não deveriam estar ocupando espaço na nossa casa e vida. E sobra espaço no guarda-roupas, na gaveta de talheres, na caixa de brinquedos, na sua agenda. E tudo bem se parecer vazio, quanto mais espaço melhor!

 

Mais tempo

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Quanto menos tralha, menos tempo você gasta para arrumar sua casa. Quanto menos roupas, menos tempo você gasta para escolher um look para ir na padaria. Quanto menos compromissos sem sentido na sua agenda, mais tempo você tem para começar a fazer algo que você realmente gosta de fazer. Sobra tempo para começar um curso novo, sobra tempo para curtir com a família, e tempo para cuidar de você mesma.

 

Arrume-se em 10 minutos

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O seu guarda-roupas vai ficar tão a sua cara, que vai ficar muito mais fácil para montar um look legal bem rapidinho. Aquele momento de “Não tenho nada para vestir” não vai existir mais.  Hoje em dia até a maquiagem eu faço em 5 minutinhos (na verdade a única coisa que demora mesmo é a parte do delineador gatinho, que eu amo, mas ainda preciso de muita prática).

 

Nada de bagunça

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Quanto menos objetos a gente tem, menos chances têm do ambiente virar uma zona (seja um cômodo inteiro, o guarda-roupas, ou uma gaveta de ferramentas). Sem tralhas, sem bagunça.

 

Mas e você, quais outros benefícios o minimalismo tem trazido para a sua vida?

 

Guarda-roupas minimalista: Os tais itens essenciais

Por favor, pare e analise bem essa listinha abaixo:

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Você, mulher, tem todos os itens da lista? E você com certeza já deve saber que não precisa ter. Não é mesmo?

Quando eu era iniciante nessa jornada minimalista, eu adorava pesquisar essas listas.” Itens essenciais no guarda-roupas”.  Um dia me deparei com essa lista acima e reparei que eu não tinha metade dos itens ditados como essenciais. Por que eu não tinha uma Skinny colorida, uma bota de montaria nem um colete de pele fake? Parei, refleti.  Essas coisas simplesmente não tinham NADA haver comigo.

Como se alguém pudesse dizer o que é, e o que não é necessário no seu armário.

Enquanto que uma calça jeans preta é essencial para mim, pode não fazer nenhuma diferença no seu guarda-roupas.

Só a gente sabe o que combina com a gente, do que gostamos. Procurar por listinhas como essa só fazem a gente ficar mais perdida. Nos faz perder tempo e dinheiro a toa, com coisas que nem sequer passavam pela nossa cabeça.

Agora sempre que penso em comprar algo, eu me questiono sobre a importância de tal coisa. Perguntas como: “Isso é realmente necessário?”, ” Eu vou usar mais de uma vez?”, “Isso combina comigo?”, muitas vezes salvam nossos bolsos e não nos deixam cair em tentação.

Eu acho muito importante parar e refletir.

As vezes me vejo colocando no carrinho roupas da moda, ou que estão em promoção no site.  Errar faz parte do aprendizado. Eu sei que ainda vou gastar dinheiro com coisas que não preciso. É mesmo complicado remar contra a maré. Mas quando descobrimos os benefícios que viver com menos causa em nossas vidas, não faz sentido querer dar meia volta.

E eu tenho me esforçado bastante para controlar meus impulsos. Sempre paro e reflito. E afinal, será que alguém realmente precisa de 50 itens “essenciais” no guarda-roupas?

Eu com certeza consigo me virar muito bem sem uma skinny colorida.

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5 coisas que parei de consumir!

 

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Alguns hábitos são mais fáceis de largar que outros. Mas eu acho que tenho me saído muito bem na questão de consumir apenas o necessário. Muitas vezes achamos certos itens importantes, mas só quando paramos para avaliar seu valor é que percebemos que eles não nos acrescentam em nada, que não precisamos deles. Abaixo eu listo 5 coisas que não consumo mais:

Livros físicos

Um tempo depois que descobri que estava grávida eu decidi vender meus livros. Não era uma mega coleção que enche uma estante, eu guardava-os em uma caixa de plástico de 60l, junto com muitas revistas teen. Mas a caixa era grande e estava pesada demais para ficar em cima do guarda-roupas. Na época, o nosso quarto era menor. E nós precisávamos de espaço! Muitos dos livros eu nem sequer li, comprei vários na ultima bienal do livro que havia ido. Comprei por comprar, sabe. Vendi quase todos, sem dó. Fiquei apenas com 4 livros (que também irei me desfazer algum dia). E comecei a ler livros digitais. Depois que meu filho nasceu não parei para ler mais nenhuma história. Tenho me interessado mais por artigos e textos que encontro na internet sobre os temas que gosto. E sempre que quero ler algum livro baixo na internet, a maioria deles eu consigo achar para download gratuitamente. Faz falta pegar um livro com as próprias mãos? faz! Mas como minha mãe tem um gosto parecido com o meu para leitura, então sempre que eu quiser folhear umas páginas é só eu pegar algum livro “de verdade” emprestado com ela rs

Esmalte

No ginásio eu gostava de pintar uma unha de cada cor! EU SEI, QUE HORROR! Hoje em dia eu nem pinto mais as unhas. Decidi parar de pintar há mais de um ano atrás porque fiquei com medo do esmalte descascar enquanto meu filho mordia meu dedo. MAS agora eu não pinto por preguiça mesmo. E quando pinto, pinto de preto. Então tenho apenas um esmalte, que fica dentro da minha necessaire.

Maquiagem

Minha coleção também já foi bem maior do que é hoje. Eu não tinha nada caríssimo, mas eu adorava ter bastante. Agora eu sei que só preciso de um produto especifico para cada coisa. UM RÍMEL, UM PÓ COMPACTO, UMA BASE. Eu gostaria de adquirir um corretivo legal que cubra minhas olheiras genéticas e um lápis de olho preto, mas não tenho pressa. Consigo me virar sem esses produtos. Tenho três batons e uma manteiga de cacau, e já está de bom tamanho. Quando os produto acabarem, eu reponho, simples assim. Sem excessos.

Roupas em excesso

Sempre fui desapegada nessa categoria. Sempre fiz limpas no guarda-roupas. Porém alem de comprar roupas novas, eu sempre pegava algumas roupas que outras pessoas não queriam mais (mãe, tias, primas, amigas). Então acabava que muitas das roupas nem mesmo faziam meu estilo, eu ficava com elas só para ter algo novo para vestir, entende?. Também já comprei muita roupa só porque estava em promoção. Algumas roupas nunca cheguei a usar. Agora tenho sido muito mais criteriosa na escolha das peças que vou vestir. Só compro ou aceito a roupa se realmente preciso dela e se faz meu estilo!

Refrigerante

Não que eu nunca mais irei tomar refrigerante. Mas eu realmente não gosto mais. Não tenho sede por Cola como a maioria da população. Em uma festa, por exemplo, não me incomodo de beber refrigerante. Mas se houver outra opção de bebida, como suco ou água, eu sempre vou preferir as segundas opções.  A questão não é só por fazer mal a saúde, eu simplesmente não tenho mais  essa louca vontade de beber um refrizinho.

E você, tem algo que antes consumia enlouquecidamente mas agora nem faz mais falta na sua vida?

Por quê consumir menos?

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Olá pessoal.

Bom, desde que eu me interessei pelo minimalismo eu tenho visto muitos videos no youtube sobre o assunto. E hoje um vídeo em especial me chamou atenção, e vim compartilhar aqui, para que quem ainda não o assistiu, tenha a chance de assisti-lo o mais rápido possível rs

É claro que se você pensar no fato de que o vídeo foi feito por uma empresa de pesquisa especializada em tendências de comportamento e consumo, você pode achar um pouco contraditório. Também achei. Mas a questão não é essa, esse vídeo serve para nos conscientizar do quanto nosso consumismo tem afetado nosso planeta, e é por esse motivo que estou compartilhando-o. Espero que gostem!

Beijos, Mallu.

Sobre saudade e uma pitada de alívio

 

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Peguei a foto de um site, mas estava sem os créditos.

Outro dia eu encontrei umas fotos do meu filho recém nascido no meu colo, em uma pasta escondida no meu telefone. Então comecei a pensar, pela vigésima vez, o quanto o tempo passa rápido. Como seria se eu pudesse viver os primeiros meses da vida dele novamente, e o quanto eu gostaria disso.

Falei isso com o papai e ele me lembrou que: ” Você tá doida?. O Dante engasgava direto com o leite. Golfava o tempo todo. A gente nem dormia direito. Eu acordava o tempo todo pra ver se ele estava respirando. Quanto maior ele fica, melhor. Tudo fica mais fácil”.

E não é que eu tinha me esquecido dessas coisas?

Quando eu olho para aquelas fotos, eu só vejo a parte boa. O momento em que ele adormece no meu colo. Não importa se ele ficou 1h mamando no meu peito, nem se ele acordou 5 minutos depois chorando com cólica. Só o que eu guardei foi a parte boa. Normalmente é isso mesmo que a gente sempre faz. Tentamos esquecer ou jogar os traumas e dificuldades de lado. Ver sempre o lado bom das coisas.

A maternidade não é nem de longe um mar de rosas. É realmente bem complicado no início. E a gente só acha que vai ficando mais fácil porque agora (no nosso caso, 1 ano e 4 meses depois) já estamos acostumados com os contratempos da vida, e já passamos pelo pior (os 3 primeiros meses de vida, resfriados, cólicas, etc).
Agora o Dante está na fase de não aceitar o “não”, e quando o escuta, chora como se tivesse sido espancado, coitado. É bem chato, admito. Apesar de parecer mais fácil as vezes, toda fase é complicada a sua maneira. Cuidar, proteger, educar… Exige demais da gente, seja física ou mentalmente. Hora ou outra ficamos exaustos. Queremos largar tudo e fugir para as colinas. Mas na maior parte do tempo a gente fica é reclamando do tanto que o Sr. tempo é veloz. E de como gostaríamos de poder voltar atrás, e fazer tudo de novo.
Mas ninguém quer ver o filho se engasgando pela 20° vez no dia com leite materno. Ninguém quer ficar acordado de madrugada com o bebê no colo porque ele não consegue dormir, está com dor ou nariz entupido.

Bom mesmo seria poder reviver apenas os bons momentos. Mas como ainda não estamos tão avançados tecnologicamente para viajar no tempo, só o que nos resta é aceitar que o tempo voa mesmo, e tentar aproveitar cada momento como se fosse o último (provavelmente é). Porque depois que o momento passar, tudo que nos restará é a saudade. E talvez até um certo alívio, por saber que as partes ruins também já ficaram para trás.

E para aqueles que não apenas imaginam, mas decidem passar por tudo outra vez, vivenciando a maternidade duas ou mais vezes: meus parabéns! Tem que ter muita força de vontade e coragem (e uma pitada de loucura, claro)!.

A beleza está nos olhos de quem a vê

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Ignore a baixa qualidade da foto. Tiro fotos com a câmera frontal do celular (a traseira esse pequeno aí conseguiu embassar, e até hoje não levei para consertar). Vida segue..

Na foto acima o Dante está analisando minuciosamente um pregador lilás.

Essa cena me deixou intrigada.
O que será que se passa na cabeça de um serzinho tão pequeno? Será que seus pensamentos são igualmente confusos como sua fala, ou fazem total sentido? O que será que ele pensa sobre esse objeto? Gosta da cor, sabe para que serve?. São tantas perguntas sem respostas. Mas de uma coisa eu tenho certeza:
Ele, sempre tão observador, consegue enxergar beleza nas pequenas coisas.
Coisas simples como um pregador viram preciosidades para ele. São seus tesouros, invisíveis aos olhos dos adultos distraídos.

Dante, esse pequeno ser pensante, me instigou a ser mais observadora. A parar, refletir e admirar as coisas a minha volta.
Sem querer, ele tem me ensinado grandes lições. E eu achando que deveria ser sempre o contrário… Ele tem me ensinado o real valor das coisas, que tudo tem seu valor, independente do tamanho, peso, cor, gênero, etc. E que por mais insignificante que algo pareça aos olhos dos outros, sempre terá alguém cuidadoso o bastante para perceber (e admirar) a sua importância.

– Mallu